Manifestantes jogam lixo em protesto contra a Veja; TSE proíbe propaganda da revista

Por Tercio Braga
Frente do prédio da editora Abril | Rodrigo Paiva/Folhapress Frente do prédio da editora Abril | Rodrigo Paiva/Folhapress

Manifestantes (cerca de 200) realizaram um protesto na noite desta sexta-feira na entrada da Editora Abril, em São Paulo. O motivo foi se manifestar contra as denúncias da revista Veja, que afirma que Dilma Rousseff e Lula sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.

A entrada da editora foi pichada. Exemplares da revista foram queimados pelos manifestantes na avenida Nações Unidas, em Pinheiros.

Uma grande quantidade de lixo também foi jogada na porta da editora.

Dilma afirmou que a Veja faz campanha para Aécio Neves (PSDB) e que processará a publicação em todas as instâncias.

Aécio, por sua vez, pediu mais investigações sobre a denúncia.

A polícia informou que três estudantes foram detidos no começo do sábado, mas liberados no fim da tarde.

TSE proíbe a Veja de fazer propaganda

Uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que a revista “Veja” faça propaganda da última edição em rádio, televisão, outdoor e propaganda paga na internet. A publicação traz uma reportagem afirmando que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam do esquema de corrupção da Petrobras.

O pedido de impedir a publicidade foi apresentado pela campanha de Dilma na tarde dessa sexta-feira, dia 24, e acatado pelo ministro Admar Gonzaga.

Durante o último debate entre os presidenciáveis, Dilma afirmou que o conteúdo é ofensivo e tem o intuito de beneficiar a candidatura de Aécio Neves. “A Veja excedeu todos os limites da decência e da falta de ética ao insinuar que eu teria conhecimento prévio dos maus feitos na Petrobras. A Veja comete esta barbaridade contra mim e contra o presidente Lula sem apresentar a mínima prova. Isso é um absurdo, isso é um crime. É mais do que clara a intenção malévola da Veja de interferir de forma desonesta e desleal nos resultados das eleições”, declarou a candidata do PT em suas redes sociais.

Segundo o jornal “Estadão”, em caso de descumprimento da liminar, os advogados de Dilma pedem aplicação de multa de R$ 1 milhão por cada veiculação proibida.

A editora Abril defendeu-se dizendo que os direitos da liberdade de expressão “não podem ser sufocados por medidas de cunho censor sob a alegação de imaginária propaganda eleitoral”. “Veja não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. A revista publica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer”, diz a Carta ao Leitor da edição polêmica que foi antecipada em dois dias.

Após a divulgação da reportagem, um grupo de vândalos pichou a frente do prédio da Abril e espalhou lixo na entrada do local. Quatro pessoas foram detidas, mas liberadas porque nenhum representante da editora compareceu no distrito policial para registrar boletim de ocorrência e realizar um eventual reconhecimento.

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