Por que voto em Aécio Neves, por Rui Tavares Maluf e Rogério Baptistini

Por fabiosaraiva

selo-eleicao-metro-eleicoes-2014-150Voto em Aécio Neves para presidente do Brasil por concordar com várias diretrizes de seu programa, embora discorde da proposta do fim ao direito de reeleição para os cargos de chefe do Poder Executivo (ao menos para presidente e governadores).

Expresso, primeiramente, meu reconhecimento ao candidato por ele admitir, sem dificuldade, os êxitos sociais dos governos do PT, conquanto a recíproca não ocorra. Registro, ainda, que a história do Brasil (recente e passada) demonstra claramente que nenhuma força política possui o monopólio da virtude.

De suas diretrizes, Aécio defende que a política econômica – a fim de se constituir em claro sinal de crescimento e desenvolvimento econômico sustentável – só será viável mediante a existência de baixa inflação (meta mais rígida), simplificação tributária, quanto de regras claras para os empresários que desejam investir no Brasil, sejam estes brasileiros ou estrangeiros. E crescimento tem tudo a ver com as condições de vida da população, pois não há como assegurar direitos sociais e, sobretudo, desconcentração de renda e serviços públicos com qualidade, se a economia do País não funciona bem.

Aécio defende uma administração pública que fortaleça as carreiras estratégicas do serviço público, mas limitando fortemente os cargos de confiança abertos às nomeações político-partidárias, como também que os serviços públicos se pautem por objetivos e metas claras orientados a servir aos cidadãos. Mais do que isso, as empresas públicas, tais como a Petrobras, devem ser geridas para terem capacidade de competição e não como parte da política de combate à inflação, e, muito menos, para atender a finalidades político-eleitorais como tem sido praxe.

Corrupção afeta a todos, sobretudo os mais pobres. Ele se compromete a desenvolver uma política internacional alinhada a tais possibilidades de crescimento, na qual o Ministério das Relações Exteriores recupere o protagonismo passado de estar a serviço de uma política de Estado, e não de governos ideologicamente afins mesmo que em prejuízo de nossos interesses.

Rui Tavares Maluf é professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). Doutor em ciência política (USP), mestre em ciência política (UNICAMP). Autor dos livros Amador, Passageiros e Profissionais, e Prefeitos na Mira (Editora Biruta). Escreveu este artigo a pedido do Metro Jornal.

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A sociedade brasileira, em sua trajetória modernizadora, não sepultou definitivamente o passado. Comportamentos antiquados, pré-modernos e não republicanos corroem a cultura política, comprometem o futuro e desafiam a imaginação de quem busca conciliar liberdade com democracia, desenvolvimento econômico com justiça social, construção nacional com integração ao mundo global.

O Brasil, apesar de ter alcançado índices satisfatórios de inclusão das pessoas ao universo do consumo, continua preso aos fantasmas de sua formação eivada de patrimonialismo, autoritarismo e elitismo. Não é outro o significado profundo da confusão entre partido e Estado, governo e Estado, facção e povo.

O PT, que se apresentou como alternativa à velha cultura política patrimonialista, autoritária e elitista, nada mais fez, em seus mandatos consecutivos, que reforçá-la. Sua obsessão de construir “pelo alto” uma sociedade para o seu projeto modernizador levou ao flerte com o totalitarismo e ao tratamento do Estado como patrimônio de uma facção.

É por este motivo que a articulação de diferentes forças em torno da candidatura de Aécio Neves representa a mudança. Votar em Aécio Neves significa acreditar em um Brasil moderno, onde todos possam trabalhar e conviver em paz, como agentes de um projeto comum, livres dos maniqueísmos que separam brasileiros em dois grupos distintos e antagônicos; significa enfrentar a cultura política do atraso,  representada pelo atual governo e seu aparelhamento do Estado, das instituições e do povo.

Por fim, significa encarar a política como busca de consensos e central à consolidação de uma sociedade justa, livre e democrática.

Rogério Baptistini é cientista social do Mackenzie

Fonte: Ibope - Pesquisa realizada entre os dias 20 e 22 de outubro. O instituto ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Globo. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o no BR-01168/2014. || Fonte: Datafolha - Pesquisa realizada entre os dias 22 e 23 de outubro. O instituto ouviu 9.910 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal “ Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o no BR-1162/2014. Fonte: Ibope – Pesquisa realizada entre os dias 20 e 22 de outubro. O instituto ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Globo. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o no BR-01168/2014. || Fonte: Datafolha – Pesquisa realizada entre os dias 22 e 23 de outubro. O instituto ouviu 9.910 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal “ Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o no BR-1162/2014.
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