Dilma Rousseff e Aécio Neves divergem sobre os rumos da economia

Por fabiosaraiva

A BandNews FM abre a série de reportagens sobre as propostas dos candidatos à presidência para superar os desafios do Brasil falando de economia. Segundo especialistas, apesar da frequência de “mudar” e “mudança” no vocabulário de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT), no curto e médio prazo o cenário pouco deve alterar.

Segundo economistas, seja qual for o presidente até 2018 dificilmente o Brasil deixará de vender commodities e comprar tecnologia e produtos industrialiados. No entanto, há uma observação: o caminho precisa ficar um pouco mais fácil para o setor produtivo, reduzindo o peso da carga tributária, juros altos e falta de estrutura.

Professor de economia, Evaldo Alves defende um estado menos pesado:

“Na área econômica o governo deve investir em infraestrutura, em bens intermediários e cuidar da fabricação de bens e também da prestação de serviço. Controlar a taxa de lucro não é uma pregorrativa e não é um hábito ou parâmetro numa economia de mercado”, aponta.

Em 2014 uma das novidades da economia brasileira foi a criação do banco de fomento com os outros BRICS, grupo de países emergentes que ajuda a construir uma nova arquitetura econômica mundial. No debate do primeiro turno da Band, a presidente Dilma defendeu a ideia e celebrou futuras oportunidades:

“100 bilhões de dólares de investimentos vão permitir o financiamento da infraestrutura para o Brasil e para os demais países em desenvolvimento. Além disso fizemos uma variante do fundo monetário internacional com 100 bilhões também de recursos num acordo para uso de reservas necessárias quando houver volatilidades internacionais”, defendeu a petista.

Já o programa do tucano Aécio Neves prevê mudanças na política cambial. O candidato tem como alvo a parte insatisfeita do setor produtivo:

“O Brasil tem uma taxa de investimentos hoje em torno de 18% do PIB. Eu tenho uma meta extermamente ousada, que é chegarmos em torno de 23%, 24% de investimentos até o final do novo governo. Como? Parando de demonizar as parcerias com o setor privado e estimulando que eles venham ser parceiros do nosso desenvolvimento”, propõe o candidato tucano.

Dilma tem criticado Aécio e o que ele mesmo chamou de “medidas impopulares”. Na opiniuão dela, o plano tucano poderia causar reversão de ganhos obtidos pela população, especialmente a parte mais pobre.

O programa petista também fala em apoio ao setor produtivo, ao mesmo tempo que insiste na marca de redistribuição de renda e ampliação do mercado interno.

Entretanto, especialistas ouvidos pela BandNews FM afirmam que qualquer que seja o rumo das urnas, a receita para esquentar a economia não fugirá muito de um tripé considerado por alguns como conservador: respeito a meta de inflação, superávit fiscal e câmbio livre.


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