Risco de ebola no Brasil é baixo, diz secretário

Por lyafichmann
Risco de casos de ebola no Brasil é baixo, mas não chega a zero | Jornal da Band Risco de casos de ebola no Brasil é baixo, mas não chega a zero | Jornal da Band

A melhor maneira de prevenir casos de ebola no Brasil é ajudar a controlar a epidemia da doença nos países da África Ocidental. A avaliação é do secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo ele, o governo brasileiro deve anunciar na sexta-feira um novo pacote de ajuda humanitária para a região, sobretudo a Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Na reunião do Conselho Nacional de Saúde, o secretário lembrou que a probabilidade de casos de ebola no Brasil permanece baixa, mas não chega a zero. Entre as estratégias adotadas no país, estão a ativação de um centro de operações de emergência em saúde pública que se reúne duas vezes por semana; a criação de um grupo executivo interministerial que se reúne semanalmente e videoconferências semanais com as secretarias estaduais de saúde.

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Já está estabelecido que, em cada estado, um hospital de referência receberá casos suspeitos de ebola. O Instituto Nacional de Infectologia no Rio de Janeiro foi eleito pelo governo brasileiro como hospital de referência nacional, para onde devem ser direcionados os pacientes em isolamento. Dois aviões da Polícia Rodoviária Federal e da Força Aérea Brasileira farão o transporte.

Jarbas Barbosa disse que o ministério treinou 60 profissionais para o correto fechamento e despacho de material biológico possivelmente contaminado para o Instituto Evandro Chagas, no Pará, onde os testes para confirmação da doença serão feitos. No próximo dia 16, o ministério fará uma simulação de caso suspeito de ebola em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O treinamento será no Porto de Santos (SP). “Não é que a gente está prevendo que vão chegar casos. A probabilidade é muito baixa. Mas, se chegar, a gente está preparado”, disse o secretário. A melhor maneira de prevenir é controlar o surto lá na África, reforçou.

Outra preocupação, segundo Barbosa, deve ser a melhoria da triagem de saída de passageiros em países atingidos pela epidemia. “Essa também é uma grande proteção para o resto do mundo”.

Jarbas disse que o Brasil, até o momento, não registrou nenhum caso suspeito da doença. “Só é considerado suspeito quem vem desses três países onde há transmissão e apresenta sintomas. A África, de uma maneira geral, não tem transmissão de ebola. O que muitas vezes acontece são casos de pessoas de outros países africanos com doenças febris como [a] malária”, destacou.

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