Congresso ignora ferramentas de consulta popular

Por fabiosaraiva

congresso-participaPassada a euforia provocada pelas manifestações de junho, o Congresso segue em dívida com assuntos de interesse da sociedade. Câmara e Senado mantêm 21 enquetes na internet, mas os temas mais populares sequer entraram na agenda positiva de votações. Uma das exceções foi o projeto que trata do fim do voto secreto, que foi aprovado pelos senadores e ainda será analisada pelos deputados.

Além de temas recorrentes como saúde, educação, transporte público e segurança, a população demonstra apelo para questões cotidianas, mas que, apesar de terem projetos de leis engatilhados, ainda não frequentaram a pauta dos parlamentares. É o caso, por exemplo, da política de incentivo ao uso de bicicletas, regras para o uso de sacolas plásticas, implantação do voto facultativo e o plebiscito sobre o horário de verão.

“A presidente Dilma Rousseff e os parlamentares jogaram areia nos olhos da população com a reforma política”, avalia o cientista político Paulo Kramer. “Não é uma prioridade porque é um tema muito complexo que a maioria da população não entende.”

Segundo semestre

Por enquanto, o programa ‘Mais Médicos’, criado por medida provisória para levar médicos para cidades do interior é considerado impopular nas consultas. Já o uso de recursos dos royalties para financiar o passe livre, projeto prioritário do segundo semestre, tem amplo apoio na enquete mais recente.

O Congresso se comprometeu a ouvir a voz das ruas na volta do recesso em agosto. “Antes ser pautado pela sociedade do que ser esquecido por ela”, afirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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