Polícia Federal investiga origem do dinheiro que estava em avião de assessor de Pimentel

Por Tercio Braga
Empresário Benedito Rodrigues sobre em avião na tarde de terça-feira | Folhapress Empresário Benedito Rodrigues sobre em avião na tarde de terça-feira | Folhapress

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se os R$ 116 mil encontrados em um bimotor que chegou ao Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, na noite da última terça têm origem ilícita. Entre os passageiros da aeronave estavam o servidor aposentado Marcier Trombiere Moreira e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené. Os dois trabalharam na campanha vitoriosa do petista Fernando Pimentel ao governo de Minas. Eles prestaram depoimentos das 20h de terça às 3h da madrugada de quarta, mas não explicaram a origem do dinheiro, que foi apreendido.

O avião havia partido de Belo Horizonte e foi cercado por viaturas da PF logo após o pouso. De acordo com a PF, a maior parte do dinheiro estava em bolsas e R$ 2 mil escondidos no corpo de um dos passageiros (não foi revelado qual).

Além dos dois que tiveram o nome divulgado, a aeronave, que pertence a uma empresa chamada Bridge Participações, com sede no DF, trazia um terceiro passageiro, piloto e co-piloto. Todos foram ouvidos e liberados.

Os policiais abordaram o bimotor após receberem denúncias anônimas detalhadas.

Ligados ao PT

Marcier Moreira foi diretor de marketing do Banco do Brasil entre 2005 e 2006, chefe do setor de comunicação do Ministério da Saúde de 2010 a 2012, e trabalhou no Ministério das Cidades até julho deste ano, quando pediu demissão para trabalhar na campanha de Pimentel.

Bené é dono de uma gráfica que prestou serviços ao PT mineiro durante as eleições e, em 2010, foi investigado pela suposta participação em um esquema de produção de dossiês contra políticos do PSDB.

O Metro apurou que Moreira tinha, consigo, entre R$ 4 mil e R$ 5 mil e disse aos investigadores que anda com dinheiro vivo preventivamente, desde que teve um ataque cardíaco há alguns anos e teve dificuldades para pagar pelo socorro.

Outro lado

A assessoria de comunicação de Pimentel admitiu, em nota, que Moreira e Bené, que não se pronunciaram oficialmente, prestaram serviços lícitos à campanha.

“A coligação não pode se responsabilizar pela conduta de fornecedores”, diz o texto. A presidente e candidata Dilma Rousseff disse, em evento de campanha em João Pessoa (PB), que não vai condenar ninguém sem provas.

Aeronave saiu de Belo Horizonte para Brasília   | Andressa Anholete/Metro Brasília Aeronave saiu de Belo Horizonte para Brasília | Andressa Anholete/Metro Brasília
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