Quem vai ficar com Marina? PT e PSDB disputam apoio da ex-senadora

Por Carolina Santos
Coração de Marina vem com 22,2 milhões de votos | Rodolfo Buhrer/Reuters Coração de Marina vem com 22,2 milhões de votos | Rodolfo Buhrer/Reuters

Conquistar a “mão” de Marina Silva. Esse é o maior desejo das cúpulas do PT e do PSDB. Na disputa pelo coração da ex-senadora, que teve 22,2 milhões de votos no primeiro turno, as duas legendas já definiram suas estratégias e os “alcoviteiros”.

Na segunda-feira, Marina telefonou para Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) para cumprimenta-los, mas não falou sobre alianças.

Paralelamente, interlocutores dos dois partidos começaram a procurar líderes do PSB e coordenadores da campanha de Marina. O primeiro movimento foi dado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que ligou ontem para integrantes da coligação da ex-senadora para negociar o apoio à campanha do tucano.

Rapidamente, os petistas  entraram em operação.  Dilma escolheu o ministro Gilberto Carvalho para negociar diretamente com o PSB, sem a intermediação da Rede. Segundo Carvalho, Roberto Amaral, presidente nacional da legenda, é favorável à aliança com o PT e as diferenças entre os dois partidos  durante o primeiro turno são resultado da “emoção da disputa”.   Os petistas também tentarão se aproximar de Maurício Rands, coordenador da campanha de Marina, que já declarou que nada foi decidido até agora.

Animados com os sinais de aproximação dados por interlocutores com forte influência sobre Marina, os tucanos apostam que o apoio da ex-senadora deve ser confirmado até o final da semana. Nas últimas horas, Renata Campos, viúva do governador Eduardo Campos, já se posicionou favorável à aliança com Aécio. O mesmo caminho tomou Paulo Câmara (PSB), eleito governador de Pernambuco com  3 milhões de votos.  O tucanato acredita que a decisão deve trazer parte do capital eleitoral de Marina para o candidato do PSDB.

Marina está ouvindo seus principais aliados antes de decidir a quem entregará seu “coração”. Ela já afirmou que pode, assim como em 2010, optar pela “solidão eleitoral”.

Na quinta-feira, as legendas que formaram sua coligação devem se reunir para definir de que lado ficarão neste segundo turno.

Marina Silva Noiva

Cúpula tucana busca mostrar unidade em SP

Um dia após a confirmação de que Aécio Neves disputará o segundo turno contra o PT, a cúpula tucana decidiu demonstrar unidade e realizou um evento com a presença dele, do governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de José Serra, que venceu a disputa pelo Senado.

O tucano afirmou que o evento marcava o início da campanha no segundo turno e que o objetivo é atrair o maior número de forças em torno de seu nome. “Não é uma campanha de um partido, mas o desejo de uma oposição que quer mudanças. Eu me proponho a liderar esse movimento.”

Aécio aproveitou o ato para responder aos primeiros ataques de Dilma. A candidata do PT afirmou que a população não quer o retorno dos “fantasmas do passado”, responsáveis pelo desemprego e pela retração econômica. Em resposta, o tucano afirmou que o eleitor mostrou anteontem que reprova as ações do “monstro do presente”, que coloca em risco o desenvolvimento do país.

Nesta terça-feira, o senador realizará um ato com representantes da Força Sindical para acertar detalhes da campanha em São Paulo.  

Dilma diz que realidade irá se impor no 2º turno

Definido o resultado do primeiro turno das eleições para presidente, a candidata Dilma Rousseff (PT) já deu o tom  de como será a estratégia petista para enfrentar os tucanos.

Na segunda-feira, em entrevista coletiva em Brasília, a petista disse que escolher o tucano Aécio Neves no dia 26 será uma volta ao passado. Na avaliação de Dilma, a realidade irá se impor nos próximos dias e o eleitor irá optar pela manutenção do emprego e pelo combate à pobreza. “Quando eu digo fantasmas do passado, me refiro ao governo do ex-presidente Fernando Henrique, que quebrou o país em três oportunidades”, disparou.

Sobre a declaração de Aécio,  de que o povo está com medo do monstro do presente, a candidata disse que o eleitor poderá comparar, nas próximas semanas, as propostas e os resultados de dois partidos que já governaram o país. “Eles podem usar a retórica que desejarem,  mas a realidade irá se impor.”

A cúpula do PT passou o dia reunida avaliando o resultado do primeiro turno.  O foco é melhorar a situação em São Paulo.  

Marina parabenizou Dilma e Aécio pelo resultado do primeiro turno. Assista:


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