Sequestrador afirma que escolheu hotel por causa de José Dirceu

Por Carolina Santos
Recepção do Hotel Saint Peter, empresa que ofereceu emprego a Dirceu / Divulgação/St.Peter Hotel Recepção do Hotel Saint Peter, empresa que ofereceu emprego a Dirceu / Divulgação/St.Peter Hotel

Jac Souza dos Santos, o homem que manteve um refém em Brasília, afirma que escolheu o Hotel Saint Peter para realizar o sequestro devido a uma denúncia envolvendo o estabelecimento e o ex-ministro José Dirceu.

O Hotel Saint Peter ficou nacionalmente conhecido por ter oferecido um emprego com salário de R$ 20 mil ao petista, depois de ele ser preso pelo mensalão.

Dirceu acabou recusando a oferta, depois da denúncia de que a administradora do hotel tinha sede em um paraíso fiscal.

Jac Souza dos Santos, 30 anos, afirma ainda que a suposta bomba que estava amarrada em seu corpo, enquanto ele fazia ameaças ao refém, continha cimento, pó de serragem de madeira e Durepoxi.

O refém foi um funcionário do próprio Hotel Saint Peter, que fica no centro de Brasília.

Jac Souza dos Santos se entregou na tarde da segunda-feira, após negociações com a polícia. Foram cerca de oito horas de sequestro.

Entre as exigências do sequestrador, estava a extradição de Cesare Batisti (italiano acusado de crimes), o fim da reeleição e a aplicação da Lei Ficha Limpa (proibição de políticos condenados a concorrer) nas eleições.

Após a negociação com a polícia, Jac liberou o refém e, algemado, foi levado à delegacia.

De acordo com o delegado Paulo Henrique de Almeida, da Polícia Civil do Distrito Federal, o funcionário passa bem e recebeu atendimentos médicos no local.

Sequestrador Jackson Souza dos Santos | Fábio Henrique Pozzebom/Agência Brasil Sequestrador Jackson Souza dos Santos | Fábio Henrique Pozzebom/Agência Brasil
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