Em debate na TV, Dilma pede quatro direitos de resposta

Por Carolina Santos
Dilma Rousseff durante o debate presidencial neste domingo | Levi Bianco/Brazil Photo Press/Folhapress Dilma Rousseff durante o debate presidencial neste domingo | Levi Bianco/Brazil Photo Press/Folhapress

Alvo de críticas, a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, pediu quatro direitos de resposta durante o debate deste domingo na TV Record. Depois de ter os dois primeiros pedidos negados, a petista alegou que deveria ser atendida já que os oponentes estavam criticando o seu governo: “sou presidenta”, exclamou.

O primeiro pedido foi feito logo no primeiro bloco, quando Dilma foi mencionada na pergunta da candidata do PSB, Marina Silva, ao tucano Aécio Neves. O segundo pedido foi feito após Aécio questionar o Pastor Everaldo (PSC) sobre corrupção.

Ao ser citada em menções sobre o escândalo da Petrobras, a presidente do Brasil fez o terceiro pedido de direito de resposta, que dessa vez foi aceito pela organização do confronto. Dilma usa seu tempo para esclarecer crimes de corrupção dentro da Petrobras. “Uma coisa tem de ficar clara: quem demitiu o Paulo Roberto fui eu. A Polícia Federal do meu governo investigou todos esses malfeitos, esses crimes”, justificou.

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O quarto direito de resposta, pedido pela presidente, e um outro pedido de direito de resposta, desta vez feito por Marina, também foram negados pela comissão organizadora.

Levy Fidelix critica união homoafetiva

Levy Fidelix, candidato à presidência da República pelo PRTB, criticou fortemente a união homoafetiva neste domingo. Ele disse que não ficará “escorado” por uma minoria e que prefere perder os votos dos homossexuais.

“Tenho 62 anos, pelo que eu vi na vida, 2 iguais não fazem filho, e digo mais, mas aparelho excretor não reproduz. Não podemos jamais deixar que tenhamos esses que aí estão fazendo, escorando essa minoria a maioria do povo brasileiro”, disparou durante o debate promovido pela TV Record.

“Eu como pai, avô, que tem vergonha na cara, ensinar os seus filhos e netos. Eu vi agora o Papa expurgar o padre pedófilo. Então, eu lamento, que façam bom proveito, mas como presidente, eu jamais vou estimular essa prática. Você já imaginou se começarmos a estimular isso aí, vamos reduzir a população brasileira pela metade. Vamos enfrentar esse problema. Essas pessoas que têm esses problemas que sejam atendidos por ajudas psicológicas”, completou Levy.

Marina reitera que manterá programas sociais

A candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, confirmou neste domingo a intenção de manter os programas sociais do atual governo caso seja eleita.

“Quem vai decidir a manutenção dos programa sociais do governo é a sociedade brasileira. Conheço gente que nasceu em berço de ouro que se preocupa com a população. Pessoas boas existem em todos os lugares. Pretendo manter os programas sociais. Minha equipe de governo se comprometeu a manter as conquistas sociais dos governos anteriores”, disse a candidata durante o debate promovido pela TV Record.

“Eu vou manter sim o crédito direcionado. Para aqueles que precisam para estudo, agricultura, habitação. Isso é mais um boato espalhado. O que não vai acontecer é o que acontece no atual governo, que 60% são direcionados para os mesmos empresários. Eu não só vou manter o crédito para o Minha Casa Minha Vida, para a agricultura, como vou fortalecer os bancos públicos”, completou.

Os sete principais candidatos à Presidência da República participam do debate: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

Eduardo Jorge critica médicos cubanos

O candidato à presidência pelo PV, Eduardo Jorge, criticou a contratações de médicos cubanos do programa Mais Médicos. Durante debate promovido pela TV Record na noite deste domingo, ele disse que o país está importando semi-escravos.

“Importaram porque não formou. Não prestigiou o médico da família. De última hora, inventaram esses defeitos, pesquisaram, e importaram esses médicos. Importar médicos não tem problema, importar semi-escravos sim. Pagar R$ 3 mil a um cubano é semi-escravidão”, disse Eduardo Jorge.

“A saúde tem que conversar com outras políticas públicas, o SUS sozinho não pode cuidar de tudo sozinho. A promoção da saúde é essencial para o orçamento e a qualidade de vida do povo. Os médicos comunitários tem que conhecer as pessoas”, completou.

Dilma defende Petrobras e questiona Aécio

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, questionou o candidato Aécio Neves (PSDB) sobre a possibilidade da privatização da Petrobras.

A presidente lembrou um discurso do candidato no passado em que Aécio disse que chegaria o momento de discutir a privatização da Petrobras. O candidato tucano rechaçou a possibilidade e prometeu a reestatização.

“Eu tenho sido absolutamente claro no que diz respeito a Petrobras. Não vou privatizá-la. Eu vou reestatizá-la, vou tirar das mãos do grupo que aí está. Quero expressar aqui a indignação de milhões de brasileiros, na última semana, o coordenador de campanha do PT pediu recursos para sua campanha para esse esquema”, lembrou Aécio, em relação às denúncias da revista Veja de que o PT teria recebido dinheiro da estatal para ajudar na campanha eleitoral de 2010.

“Combato a corrupção para fortalecer a Petrobras. Registro que os senhores [do PSDB] foram sempre favoráveis a uma relação da Petrobras de privatização. É eleitoreiro o senhor dizer que vai estatizar”, rebateu Dilma.

Participam do debate os sete principais candidatos à presidência: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

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