PF investiga denúncia de fraude no Ministério da Saúde

Por Nadia
A Justiça decretou o bloqueio de bens da empresa. Ninguém foi preso durante a operação  | Sérgio Lima/Folhapress A Justiça decretou o bloqueio de bens da empresa | Sérgio Lima/Folhapress

A PF (Polícia Federal) deflagrou ontem a Operação Frota para apurar denúncias de acordos em licitações para aluguel de carros por parte da  Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Os agentes também investigam o superfaturamento em R$ 6,5 milhões nos contratos assinados.

Os indícios da fraude foram descobertos no ano passado, quando o Ministério da Saúde era chefiado por Alexandre Padilha, atual candidato do PT ao governo de São Paulo.

Segundo a PF, Padilha não está na lista  de investigados. O petista afirmou que partiu do ministério as primeiras apurações sobre o caso ainda em abril do ano passado.

Durante a operação, ninguém foi preso. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em escritórios das empresas suspeita de participar do esquema – quatro em Salvador (BA) e 12 em Brasília.

Caso de família

Os contratos custariam aos cofres públicos R$ 34 milhões e previam a locação de 988 veículos, usados em  16 Estados pelo prazo de um ano.

As investigações apontaram que as diversas empresas inscritas no leilão eram ligadas a uma mesma família. A principal evidência é que as concorrentes apresentaram o mesmo endereço e foram representados por um único contador. A San Marino venceu o pregão com um preço acima do mercado e recebeu R$ 13 milhões. A suspeita da PF é de que o valor tenha sido previamente combinado.

Servidores

A investigação aponta também para a participação de servidores no esquema. Segundo a PF, uma ex-consultora do ministério pediu demissão seis meses após o leilão para trabalhar no escritório da San Marino.

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