CPI da Petrobras tenta mudar lei para obter delação premiada

A CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) da Petrobras vai tentar mudar a lei da delação premiada aprovada no ano passado. Será mais uma tentativa de ter acesso aos depoimentos que envolvem mais de trinta políticos no esquema de corrupção da estatal.

O mesmo Paulo Roberto Costa que não acrescentou nada à CPI, está falando, e muito, à polícia federal e ao ministério público – tudo em sigilo. Senadores, deputados, ministros e governadores foram citados pelo o ex-diretor da Petrobras.

O depoimento é gravado e criptografado para tentar impedir que suspeitos consigam se desfazer de provas, mas a CPI exige esses dados e está disposta a mudar uma lei que mal entrou em vigor.

A legislação que trata de organizações criminosas, aprovada em agosto do ano passado, regulamentou também a delação premiada – isto é, informações em troca de menos tempo de cadeia. O texto é claro: o acesso aos dados será exclusividade do judiciário, Ministério Público e polícia, para não atrapalhar as investigações.

A Polícia Federal é contra a liberação dos documentos à CPI. A justificativa é que os parlamentares estão longe de ser policiais e, se tiverem acesso à delação premiada, podem atrapalhar as investigações.

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