Salvação do debate entre os presidenciáveis vem no final

Por Carolina Santos

selo-eleicao-metro-eleicoes-2014-150O terceiro encontro entre os candidatos à presidência, realizado na noite desta terça-feira, dava sinais de que acabaria sem grandes emoções até o quarto bloco, quando as novas denúncias de desvios de recursos da Petrobras esquentaram o clima e levaram a confrontos diretos e indiretos  entre os presidenciáveis.

Organizado pela Rede Vida, entidade ligada à Igreja Católica, o debate contou com a presença de nove candidatos, entre eles os três principais nomes na disputa: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Pautados por bispos da Igreja Católica, os três primeiros blocos ficaram limitados a temas como  casamento entre pessoas do mesmo sexo, a legalização das drogas e o aborto. Os presidenciáveis se limitaram a fazer pequenos pronunciamentos, evitando qualquer tipo mal-estar com os representantes da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

No quarto bloco, quando os candidatos puderam fazer perguntas entre si, os confrontos começaram após Aécio Neves aproveitar uma pergunta do Pastor Everaldo (PSC) sobre as denúncias de desvios de recursos da Petrobras para o pagamento de propina para políticos petistas e da base aliada. “O mensalão é uma coisa pequena perto desse novo escândalo. O autor das denúncias, que está preso era próximo da presidente e de seu partido. O brasileiro está envergonhado com a atual situação.”

Enquanto Dilma aguardava um direito de resposta, o tucano fez uma questão sobre educação para Luciana Genro (PSOL), que respondeu dizendo que o tucano não poderia falar sobre corrupção, já que o mensalão teria começado em Minas Gerais, com o ex- deputado Eduardo Azeredo (PSDB). Na réplica, Aécio disse que a candidata do PSOL tinha voltado às origens ao se posicionar como “linha auxiliar do PT”. Em resposta, Luciana Genro emendou: “linhas auxiliar é uma ova. O PT aprendeu com o senhor e seu partido sobre corrupção”.

Ao ter sua resposta concedida, a presidente Dilma afirmou que seu governo  combateu firmemente a corrupção e que, diferentemente do PSDB, não criou o “engavetador-geral da República”.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo