Veja as propostas dos candidatos ao governo de SP sobre educação

Por lyafichmann
A Educação, entretanto, registrou a menor contribuição para o IDHM absoluto do país, passando de 0,278, em 1991, para 0,637, em 2010 | Apu Gomes/Folhapress - 19/08/2011 Alunos durante aula na escola Washington Alves Natel, no parque residencial Cocaia, zona sul de São Paulo (SP) | Apu Gomes/Folhapress – 19/08/2011

selo-eleicao-metro-eleicoes-2014-150Porta de entrada para um curso superior, o ensino médio tem sido apontado por especialistas como a etapa que mais enfrenta dificuldade dentro da rede estadual de ensino.

A área de educação é a quarta abordada na série do Metro Jornal, que traz as propostas dos três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.

Dois índices divulgados recentemente mostram que  o ensino médio não avança como deveria. A última edição do Saresp (Sistema de avaliação do Estado) mostrou que o desempenho em português e matemática dos alunos do ensino médio de São Paulo piorou em 2013, na comparação com a edição anterior.

Em português, a nota passou de 268,4 para 262,7. Em matemática, caiu de 270,4 para 268,7.

No Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do MEC, embora São Paulo apareça na entre os melhores do país, também houve retrocesso nas notas do ensino médio entre 2011 e 2013: de 3,9 para 3,7.

Para a coordenadora geral da movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco, é preciso investir na formação continuada dos professores e atrair bons profissionais.

A progressão continuada também é questionada. “Os alunos são aprovados sem o conhecimento adequado”, diz Alejandra.

Reverter esse quadro será um dos maiores desafios que o vencedor das eleições para o governo do Estado de São Paulo enfrentará a partir de janeiro de 2015.

PROPOSTAS-DOS-CANDIDATOS

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Análise – Ensino médio é o desafio*

A rede de educação do Estado de São Paulo é uma das maiores do país. Observar uma queda como a do Saresp é preocupante. É preciso pensar na atratividade do ensino médio e, principalmente, na retenção dos alunos. Essa é a etapa mais importante, responsável pelos anos finais do aluno na escola.

O ensino médio em São Paulo tem uma grande taxa de jovens em séries erradas para as suas idades. Isso segue uma tendência do país, mas a proposta de progressão continuada só prejudica, pois aprova os alunos mesmo sem o conhecimento adequado. A reprovação também não pode ser vista como uma solução. Além de programas de reforço para os alunos, é preciso investir no professor, criar um programa de carreira e de formação continuada. Assim, se atrai novos e bons profissionais.

*Alejandra Velasco – Coordenadora geral do Todos pela Educação

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