Segundo Lavareda, eleitor retém informações ruins de candidatos

Por Carolina Santos
Briga entre Dilma, Marina e Aécio esquentou | Agência Brasil Briga entre Dilma, Marina e Aécio esquentou | Agência Brasil

A 20 dias das votações do primeiro turno, a briga entre os principais candidatos à Presidência da República vem se intensificando, principalmente por causa de indefinição da corrida eleitoral desde ano.

O cientista político Antônio Lavareda, que participou do Canal Livre deste domingo (14), explica que o eleitor brasileiro diz que não gosta dos ataques dos candidatos, mas apesar disso a propaganda negativa costuma surtir efeito.

“O eleitor retém sete vezes mais informações negativas que positivas”, explica o coordenador do Índice Band, que destaca que este tipo de conteúdo é veicula em campanhas de políticos do mundo todo. “Propagandas negativas sempre tem efeitos positivos.”

Para quem não gosta do embate entre os candidatos, Lavareda destaca que, no segundo turno, os ataques devem se tornar ainda mais agressivos. “Propagandas (eleitorais) negativas sempre tem efeitos positivos”, diz o especialista.

Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSD), tecnicamente empatadas nas pesquisas, devem ser protagonistas de uma eleição histórica no segundo turno, feito pela primeira vez na história por duas mulheres. Já Aécio Neves (PSDB) tem poucas chances de conseguir voltar para o segundo lugar na preferência do eleitorado, segundo a análise do cientista político.

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Segundo turno

Mesmo com a intensificação dos ataques, a segunda rodada de votações deve ter mais espaço para que os candidatos apresentem seus programas de governo.

Apesar disso, Lavareda alerta que, nesta etapa, a decisão do eleitor já está consolidada e dificilmente muda por conta das ideias apresentadas pelos presidenciáveis.

“Conteúdos programáticos não são definidores da eleição (no 2º turno)”, explica o cientista.

Dilma tem problemas com aprovação do governo

Antônio Lavareda aponta que a recuperação da avalição positiva do governo Dilma, que está em 38%, pode ter sido “amarrada” pelas delação premiada do ex-presidente da Petrobras Paulo Roberto Costa, que denunciou o nome de diversos políticos envolvidos no um esquema de corrupção envolvendo a estatal.

O cientista político afirma que, nas sondagens com os eleitores, o caso é o mais lembrado ao se perguntar um fato que esteja relacionado à presidente.

Para se reeleger, Lavareda alerta que Dilma, que registra os maiores índices de rejeição – 42% contra apenas 16% de Marina Silva-, está longe dos patamares da eleição de 2010, quando foi apoiada por um Lula que tinha 85% de aprovação popular.

Para que a presidente consiga mais um mandato, é necessário que ela atinja um nível de aprovação de seu governo de no mínimo 40%, média histórica dos candidatos que se reelegeram no 2º turno.

“Dilma não ganhará a eleição no 2º turno com 38% de avaliação positiva”, sentencia Lavareda.

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