Paulo Roberto Costa pode depor à CPI já em liberdade

Por Carolina Santos
Costa está preso na superintendência da PF em Curitiba |Daniel Marrenco/Folhapress Costa está preso na superintendência da PF em Curitiba |Daniel Marrenco/Folhapress

Relator de um esquema de distribuição de 3% dos valores de contratos da Petrobras entre políticos, Paulo Roberto Costa pode deixar a cadeia nos próximos dias. Preso desde junho, o ex-diretor de abastecimento da estatal incluiu a liberdade imediata como condição para a delação premiada, acordo judicial para colaborar com as investigações tendo em troca a redução de pena. A revelação de detalhes do benefício foi feita ontem pelo jornal “Estado de S. Paulo”.

Costa é aguardado na quarta-feira para prestar depoimento à CPI mista da Petrobras e apresentar provas do envolvimento de deputados, senadores, governadores e de um ministro na distribuição de propina. O STF (Supremo Tribunal Federal) informou na sexta-feira que a comissão não precisa de autorização para convocar testemunhas.

A defesa espera que o ex-diretor compareça já em liberdade. O alvará de soltura deverá ser assinado pelo ministro do STF Teori Zavascki.

Condições

Enquanto estiver solto, Paulo Roberto Costa usará tornozeleira eletrônica. Ao fim do processo da operação Lava Jato, ele deverá ser condenado a 10% da pena prevista pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação e destruição de provas. Como a pena é inferior a 8 anos de prisão, Costa irá para o regime semiaberto e poderá trabalhar durante o dia e apenas dormir na prisão.

O acordo prevê ainda a devolução de R$ 23 milhões que eram mantidos em sete contas na Suíça. O Ministério da Justiça será autorizado a repatriar os recursos ilícitos.

Os outros dois processos criminais e os inquéritos da Polícia Federal também serão extintos.

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