STF decidirá se Paulo Roberto Costa irá à CPI da Petrobras

Paulo Roberto Costa está preso na sede da PF em Curitiba | Antonio Cruz/Agência Cruz Paulo Roberto Costa está preso desde 11 de julho | Antonio Cruz/Agência Cruz

A espera de autorização do STF (Supremo Tribunal Federal), a CPI da Petrobras prepara uma megaoperação para  ouvir o delator do esquema de pagamento de propina a políticos, Paulo Roberto Costa.

Preso desde 11 de julho, o ex-diretor da estatal deverá ser transportado do presídio em Curitiba (PR) para Brasília somente na data do depoimento, marcado para quarta-feira.

Por medida de segurança, só será definido se Costa virá em voo comercial ou avião da PF (Polícia Federal) na véspera. O ex-diretor terá a escolta de dois agentes federais e deverá viajar algemado.

Expectativa

A CPI espera ter acesso às provas da chamada “lista da propina”, que envolveria três governadores, um ministros e 31 parlamentares do PT, PMDB e PP. Segundo a denúncia, feita na tentativa de conseguir uma delação premiada – redução da pena em troca de informações úteis à investigação – 3% dos contratos eram repassados para o grupo. Os valores não foram revelados.

“Não podem ser informações vazias, acusações e levantamento de nomes sem que estejam alicerçadas em provas”, afirmou o relator da CPI mista da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS).

Como o processo de delação ainda não foi autorizado pelo STF, existe o risco de o esforço ser em vão. Paulo Roberto Costa poderá se manter em silêncio. Para evitar o fracasso da operação, os integrantes da comissão vão sugerir, como último recurso, que o depoimento ocorra em sessão secreta.

A decisão sobre a liberação do ex-diretor para o depoimento caberá ao ministro Teori Zavascki, relator das investigações sobre a Operação Lava Jato.

A CPI também aguarda um compartilhamento automático dos depoimentos prestados por Costa desde 29 de agosto.

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