Dilma diz que não tinha afinidade com delator do caso Petrobras

Por Tercio Braga
A presidente ainda afirmou que as investigações sobre a Petrobras não afetarão a campanha | Alan Marques/Folhapress A presidente ainda afirmou que as investigações sobre a Petrobras não afetarão a campanha | Alan Marques/Folhapress

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta sexta-feira que pediu a demissão do diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por não ter “afinidade com ele”.

Paulo Roberto Costa entregou para a Polícia Federal uma lista com supostos políticos que receberiam propina por contratos firmados pela empresa.

“Há corrupção em todas as empresas públicas ou privadas”, afirmou Dilma durante sabatina ao jornal O Globo. “A Petrobras tem órgãos internos e externos de controle. Mas quem descobriu foi a Polícia Federal. Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele seria demitido e investigado. Eu tirei o Paulo Roberto com um ano e quatro meses do governo. Não sabia o que ele estava fazendo. Eu tirei, porque não tinha afinidade nenhuma com ele”.

A presidente ainda afirmou que as investigações sobre a Petrobras não afetarão a campanha. “Isso não afeta nem a mim nem pessoas que têm a minha consideração. Tudo o que emergir dessa investigação, eu tenho certeza que será algo que transformará o Brasil em um país que pune e que investiga.”

PT quer denunciar Marina por difamação eleitoral

O diretório nacional do PT pretende entrar com uma representação criminal contra a candidata do PSB, Marina Silva, por suposta prática de crime de difamação eleitoral.

De acordo com a campanha de Dilma Rousseff, Marina extrapolou durante sabatina ao jornal O Globo na última quinta-feira. O PT ficou irritado após a candidata associar o partido com assaltos aos cofres da Petrobras.

“Não consigo imaginar que as pessoas possam confiar em um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres das Petrobras. É isso que estão reivindicando? Que os partidos continuem fazendo do mesmo jeito? Eu espero que as pessoas virtuosas possam renovar seus partidos”, declarou Marina.

O PT alega crime de difamação eleitoral, o que enquadraria pagamento de multa ou detenção de três meses a um ano.

O coordenador jurídico da campanha de Dilma, Flávio Caetano, comentou a declaração de Marina. “Está demonstrada a intenção de macular imagem do PT com finalidade eleitoral, configurando o crime de difamação eleitoral previsto no art. 325 do Código Eleitoral”.

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