Empresas investigadas na Lava Jato podem ter relação com tráfico

Por Tercio Braga
De acordo com a Polícia Federal, as empresas de Alberto Youssef foram usadas para evasão de divisas e corrupção no setor público | Divulgação De acordo com a Polícia Federal, as empresas de Alberto Youssef foram usadas para evasão de divisas e corrupção no setor público | Divulgação

A Polícia Federal investiga a ligação de duas empresas controladas pelo doleiro Alberto Youssef, detido na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, com o tráfico internacional de drogas.

A possível conexão surgiu após a prisão do traficante Suaélio Martins Leda, realizada em março. Ele é apontado como a chefe de uma quadrilha que mandava cocaína para grupos criminosos na Europa.

No sítio do criminoso, localizado em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, foram apreendidos diversos documentos que ligam o traficante aos laboratórios Labogen e Piroquímica, que seriam controlados por Youssef.

Entre os documentos encontrados pela polícia estão e-mails escritos em inglês, que tratam da exportação de 54 toneladas de glicerina para a Bélgica. Alguns partiram do diretor executivo das empresas, Pedro Argese Júnior, também investigado na Lava Jato.

De acordo com a Polícia Federal, essas empresas foram usadas para evasão de divisas e corrupção no setor público, em uma fraude que chegaria a R$ 10 bilhões. O escândalo levou para a cadeia até o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Representantes dos dois laboratórios serão intimados a prestar esclarecimento para saber qual a relação com o traficante preso há seis meses. Procurados, os advogados das empresas não quiseram se pronunciar.

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