Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Skaf promete equipar PM e investir em água

Por Nadia
Matheus de Lucca/Portal da Band Skaf prometeu ações nas áreas de Segurança Pública e Saneamento Báscio | Matheus de Lucca/Portal da Band

Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf foi o entrevistado desta segunda-feira no “Jornal Gente”, da Rádio Bandeirantes, em uma série promovida pelas rádios do Grupo Bandeirantes de Comunicação com os concorrentes ao cargo. Em meia hora de entrevista, Skaf prometeu ações nas áreas de Segurança Pública e Saneamento Básico, investindo em equipamentos para a polícia e tirando do papel os projetos já existentes que preveem a solução da falta de água no Estado.

Sobre segurança pública, Skaf criticou a forma como ela foi conduzida até hoje pelo atual governador de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB). “A Segurança Pública, hoje, vive uma situação de guerra. Mulheres são atacadas, pessoas morrem, roubos acontecem a cada minuto, os índices são crescentes”, disse.

“O primeiro passo para resolver isso está no comando: não se ganha uma guerra com a tropa desestimulada. Vou apoiar as polícias, incentivar, investir, mas vou cobrar resultados. Também defendo que os policiais têm que ter equipamentos, um bafômetro, um medidor de barulho, enfim. E, para completar, temos que acabar com a burocracia também”, afirmou.

Segundo o candidato do PMDB, seu governo também terá um Serviço de Inteligência integrado na área da segurança pública, bem como uma Corregedoria Central para acompanhar de perto os trabalhos dos policiais. “Isso precisa ser feito. Em outros lugares do muito os problemas foram resolvidos, não podemos pensar que em São Paulo isso não pode ser feito”.

“Não foram feitas obras para combater a falta de água”

De acordo com Skaf, o Estado vive hoje um problema sério de falta de água e, e isso é culpa do atual governo. “Há dez anos faltou água em São Paulo. Esse tempo passou, era necessário fazer obras, investimentos, mas isso não aconteceu. O problema não é falta de água, é de obras. Mas não adianta chorar leite derramado”.

“O que temos de fazer a médio e longo prazo é investir. No curto prazo, o que precisa ser feito é captar agua, fazer tratamento de poços, precisamos usar a criatividade. Está havendo racionamento sim em São Paulo. Quando o governador fala que não está faltando água em São Paulo, ele está mentindo. Enfim, o que precisa ser feito agora é economizar e rezar, e no médio e longo prazo investir para acabar com esse problema”.

“Sinto que o povo está cansado do PT e do PSDB”

Na entrevista, Skaf também foi questionado sobre a relação do seu partido, o PMDB, na denúncia envolvendo um esquema de desvio de dinheiro na Petrobras. Ele se defendeu dizendo que “chegou agora ao partido”. “Além disso, uma das razões que me fez entrar na politica, depois de reclamar do que eu via e ficar chocado com corrupções, foi fazer diferente”.

“Tenho uma coligação em que todos sabem que não haverá espaço para pessoas despreparadas. Sinto que o povo está cansado do PT e do PSDB, e nós temos uma proposta realmente diferente. E para que não confunda a cabeça do eleitor: estou focado em São Paulo”, encerrou Skaf.

Skaf defende redução da maioridade penal

Um jovem de 16 anos deve ser responsável por seus atos no âmbito penal. Essa é a opinião de Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, entrevistado nesta segunda-feira pela BandNews FM em uma série promovida pelas rádios do Grupo Bandeirantes de Comunicação com os concorrentes ao cargo. Em contrapartida, Skaf acredita que, investindo em educação, é possível até reduzir o número de pessoas que hoje estão detidas por cometerem diferentes delitos.

“Sou a favor da redução da maioridade penal, para 16 anos. Um jovem de 16, 17 anos e que pode votar para presidente também pode responder pelos seus atos”, disse Skaf. “Mas quero investir em educação para que, no futuro, a gente possa fechar as penitenciárias. Uma vez recebi uma comitiva da Suécia que disse que, lá, eles estavam com presídios vazios, sem saber o que fazer com eles. Já nós estamos na contramão: estamos é construindo mais penitenciárias”, afirmou.

“Como governador, vou investir pesadamente na educação. Vou focar o orçamento do Estado em educação, saúde e segurança. Quero fazer transporte sobre trilhos, estradas, mas com a iniciativa privada. O orçamento do Estado vai ser focado nesses três setores”, prometeu.

Candidato defende escola de tempo integral

Para Skaf, os alunos da rede estadual de ensino de São Paulo têm que contar com escola em tempo integral e cursos técnicos aliados ao que é praticado em sala de aula. “Até o fim do meu mandato, vou deixar planejado que todos os alunos estejam matriculados em escolas de tempo integral e sem aprovação automática. O custo disso é em torno de R$ 26 bilhões em dez anos, em toda a infraestrutura necessária para que isso aconteça. Queremos que o ensino público de São Paulo seja referência”, declarou.

Haverá segundo turno em São Paulo, diz Skaf

Apontado como segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás do atual governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), Skaf acredita que haverá segundo turno no Estado. Na entrevista, ele também explicou as alianças que fez com o ex-governador Luiz Fernando Fleury e o ex-prefeito Gilberto Kassab, candidato ao Senado pelo PSD.

“Na politica você precisa coligar, você precisa de tempo de TV para aparecer. Eu sou o novo, não me interessa as outras pessoas que estão ligadas a você. Eu serei o governador, ninguém será governador no meu lugar. Não vou delegar a ninguém as minhas responsabilidades”, prometeu.

“Sobre o Kassab: o atual governador fez um grande esforço para que o Kassab fosse o seu vice-governador, ou pelo menos candidato ao Senado, e o Kassab não quis, optou por fechar conosco”, encerrou Skaf.

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