Revista publica lista com nome de políticos que receberiam propina da Petrobras

Por fabiosaraiva
Ex-direitor da Petrobras Paulo Roberto Costa | Valter Campanato/Agência Brasil Ex-direitor da Petrobras Paulo Roberto Costa | Valter Campanato/Agência Brasil

Logo após o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, revelar que ao menos 62 políticos estariam envolvidos em um esquema de desvio de dinheiro da estatal, a “Veja” publicou uma relação de pessoas que, de acordo com revista, foi apontada por Costa como beneficiários da fraude. Nela constam nomes de aliados das duas principais candidatas à Presidência da República nas últimas pesquisas de intenções de voto: Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB).

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Entre os destaques na lista publicada pela “Veja” estão os atuais presidentes da Câmara (Henrique Alves, do PMDB) e do Senado (Renan Calheiros, também do PMDB), além do ex-governador e então candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo no mês passado.

Também constam na lista entregue por Costa, segundo a “Veja”, os nomes de Roseana Sarney (atual governadora do Maranhão pelo PMDB) e de Sérgio Cabral (ex-governador do Rio de Janeiro pelo mesmo partido), além de um ministro (Edison Lobão, da pasta de Minas e Energia) e um ex-ministro (Mário Negromonte, das Cidades).

Seguindo orientações do Ministério Público para sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras também citou os nomes de João Vaccari Neto (secretário nacional de finanças do PT); Ciro Nogueira (senador e presidente nacional do PP); Romero Jucá (senador pelo PMDB e ex-líder dos governos FHC, Lula e Dilma), Cândido Vaccarezza (deputado federal pelo PT) e João Pizzolatti (deputado federal pelo PP), sempre segundo reportagem da revista.

Segundo Costa, os políticos receberiam 3% dos contratos da Petrobras durante o período em que ele esteve à frente da diretoria de distribuição da empresa, no período de 2004 a 2012. De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, na cela da Polícia Federal em que está preso, ele costumava dizer que não haveria eleição em 2014 caso revelasse o nome dos envolvidos.

A delação premiada é um acordo que o réu faz com a Justiça para que sua pena seja diminuída, em troca de informações que possibilitem o esclarecimento de outros crimes. No caso da Operação Lava Jato, a prioridade dos procuradores era descobrir como os parlamentares recebiam dinheiro e como as empreiteiras faziam pagamentos aos corruptos.

Costa é acusado de ter ligação com uma organização criminosa que lavava dinheiro em seis estados e no Distrito Federal, desarticulada na Operação Lava Jato. Em um dos processos, Costa e o doleiro Alberto Youssef, além de outros acusados de desvio de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo o Ministério Público, a obra foi orçada em R$ 2,5 bilhões e alcançou gastos de R$ 20 bilhões.

Ele também é alvo de outra ação penal, na qual é acusado de obstruir as investigações. No processo, também são réus as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros.

Durante as investigações, o Ministério Público da Suíça informou que foram descobertas naquele país contas bancárias no valor de US$ 29 milhões. Segundo o órgão, foram identificadas 12 contas em bancos suíços sob o controle de Costa, suas duas filhas, genros e de um funcionário do doleiro Alberto Yousseff. Deste total, De acordo com o Ministério Público suíço, US$ 23 milhões pertenceriam a Costa.

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