Dilma quer mais informações sobre delação de ex-diretor; Aécio e Marina cobram apuração

Por fabiosaraiva
Aécio Neves, Marina Silva e Dilma Rousseff | Reuters Aécio Neves, Marina Silva e Dilma Rousseff | Reuters

Os principais candidatos à Presidência da República comentaram neste sábado as novas denúncias de corrupção na Petrobras feitas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, em depoimentos à Polícia Federal.
As primeiras informações sobre as revelações de Costa foram divulgadas pelo site do jornal O Estado de S.Paulo na tarde de sexta-feira. A Revista Veja divulgou neste fim de semana uma relação de parlamentares e ministros que teriam se beneficiado do esquema.

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Em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmou que vai aguardar por novos detalhes do depoimento de Paulo Roberto Costa. “Gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas.
Nessas condições, eu te asseguro que tomarei todas as providências cabíveis, não com base em especulação”, disse aos jornalistas. Dilma participou de um evento com taxistas e, entre outras coisas, voltou a negar que promoverá um “tarifaço” em 2015, caso seja reeleita.

O candidato Aécio Neves (PSDB) afirmou que “o mensalão continuou a existir no governo, agora financiado pela nossa principal empresa pública”. O senador tucano, que cumpriu agenda em Presidente Prudente, interior de São Paulo, cobrou uma rígida investigação sobre as novas denúncias feita pelo ex-diretor da Petrobras e classificou de Mensalão 2 o esquema de corrupção em torno da estatal.

O mesmo tom foi adotado pela ex-senadora Marina Silva, candidata pelo PSB. Porém defendeu Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, que está relacionado na lista divulgada pela Veja. “O fato de ter um empreendimento da Petrobras feito no seu estado (Pernambuco), não dá o direito a quem quer que seja de colocá-lo na lista dos que cometeram qualquer irregularidade”, afirmou.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) declarou, em nota à imprensa, que nunca recebeu recursos por intermédio de Paulo Roberto Costa. Alves disse que as denúncias do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, feitas por delação premiada, devem ser provadas.

Para Henrique Alves, as insinuações publicadas pela revista “Veja”, de forma genérica e sem apresentar evidências sobre o nome dele, não podem ser tomadas como denúncia formal nem fundamentada.

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