Comparada a Collor, Marina diz que Dilma faz política do medo

Por Tercio Braga
Marina Silva diz que Lula passou pela mesma situação  quando foi eleito, em 2002 | Paulo Whitaker/Reuters Marina Silva diz que Lula passou pela mesma situação quando foi eleito, em 2002 | Paulo Whitaker/Reuters

A candidata do PSB à presidência, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira que Dilma Rousseff (PT) promove a “política do medo” ao associar a imagem dela com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor.

Marina afirmou em entrevista ao G1 que Dilma quer “ressuscitar o medo” na campanha eleitoral com os últimos ataques. A campanha da petista passou a adotar um tom mais agressivo contra a ex-ministra do Meio-Ambiente no início desta semana.

Leia também
• Dilma Rousseff diz que mudará equipe se for reeleita
• Datafolha aponta disputa acirrada para presidente
• Segundo pesquisa Ibope, Dilma tem 37% contra 33% de Marina

Durante a entrevista, Marina afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou pela mesma situação antes de ser eleito pela primeira vez, em 2002.

Marina utilizou uma frase de Lula para se defender. “Acredito profundamente que a esperança venceu o medo. Quando se fazia todo esse terrorismo com o Lula, a sociedade brasileira repetia essa frase”, afirmou Marina.

Dilma rebateu Marina nesta quarta-feira durante campanha em Minas e afirmou que as comparações da candidata do PSB com Collor não faz parte de uma “política do medo”, mas de uma “política da verdade”.

Marina quer ampliar formação de médicos

A candidata do PSB à presidência, Marina Silva, defendeu nesta quarta-feira a ampliação da formação de médicos para garantir o atendimento à população.

“No contexto de falta de profissionais, neste momento de crise, o Programa Mais Médicos possibilita assistência imediata aos que precisam”, disse Marina. Em entrevista após palestra na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a candidata criticou “a negligência” praticada por governos sucessivos, por não formarem no Brasil médicos em número suficiente para o atendimento de sua população. Marina recebeu de alunos e professores e de representantes da Associação Médica Brasileira sugestões para seu programa de governo.

A ex-senadora informou que pretende destinar 10% da receita bruta do governo para a área. “Se tivermos o Brasil voltando a crescer, com certeza, teremos o dinheiro para fazer todos esses esforços”, disse a candidata, ao explicar como conseguiria os recursos para investir, principalmente em atenção básica. “Quando esse atendimento funciona, boa parte das mazelas são resolvidas e não são agravadas.” Além disso, acrescentou, é preciso ampliar a infraestrutura de atendimento. “Temos um grave problema, que é a questão dos leitos [hospitalares]. A cada ano se perdem milhares de leitos.”

Marina Silva falou também sobre a seca, que ameaça o abastecimento de água em São Paulo. “São Paulo era um exemplo no que se refere à luta dos comitês de bacia. Infelizmente, isso foi desconstruído”, lamentou. Para ela, a gestão da água é um dos problemas do desabastecimento e há necessidade muitas ações para recuperar nascentes e matas ciliares.

Outro assunto abordado no encontro na USP foi a perda de cobertura florestal na Amazônia, que Marina aponta como um dos possíveis fatores dos problemas climáticos enfrentados no resto do país. “Há uma suspeita de que essas estiagens no Sul e no Sudeste já são em função do desmatamento da Amazônia”, disse ela.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo