Benko quer reduzir secretarias para investir na expansão do metrô

Por Carolina Santos
Benko deu entrevista à Band News FM | Paulo Pinto/ Fotos Públicas Benko deu entrevista à Band News FM | Paulo Pinto/ Fotos Públicas

O candidato ao governo de São Paulo pelo PHS, Laércio Benko, foi entrevistado nesta quarta-feira pela BandNews FM. Ele afirmou que vai diminuir as atuais 25 secretarias que existem hoje para quatro, se eleito. Com isso, ele pretende investir em Metrô e construir, por ano, 13 km do transporte.

“Serão apenas quatro secretarias, no total. A de Gestão Pública, que cuidará de negócios políticos, finanças e casa civil; a de Segurança Pública; a de Desenvolvimento Sustentável, que cuidará de transportes, obras e saneamento; além da Secretaria de Qualidade de Vida, que vai cuidar dos setores da saúde, educação e cultura.”

Segundo Benko, a mudança vai acarretar no corte de 90% dos cargos comissionados e aproveitamento melhor dos funcionários de carreira.

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“Dessa forma, com a redução dos custos internos, eu assumo o compromisso de fazer 13 quilômetros de Metrô por ano”, afirmou.

O passe livre também foi uma proposta defendida por Benko. “Dá para fazer. A cada meio por cento de aumento na taxa Selic (taxa básica de juros), estão US$ 50 bilhões que pagamos de juros. Com administração eficiente do governo federal, é possível destinar US$ 12 bilhões para este projeto”.

O candidato Laércio Benko, do PHS, também prometeu rever os contratos com concessionárias de rodovias estaduais para diminuir os preços dos pedágios.

Crise Hídrica

Segundo o candidato do PHS, “não houve planejamento na construção de reservatórios, não houve planejamento no conserto dos vazamentos de água – 30% da água hoje é perdida na sua distribuição – não houve investimento na interligação entre os sistemas”.

“Temos toda uma incapacidade administrativa. Mas o pior é que água é vida e não pode ser tratada como mercadoria. A água não poderia ter sido privatizada e 49% das ações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) estão na Bolsa de Nova York. O governo distribuiu US$ 4,93 bi nos últimos dez anos a acionistas. Com esse dinheiro daria para ter construído dois sistemas Cantareira.”

Ele se comprometeu a tomar duas ações emergenciais, caso eleito. “Não haverá mais distribuição de lucros até que se tenha um estoque de água para os próximos 20 anos. E vamos buscar fontes alternativas de água. Estamos sobre o Aquífero Guarani, que é o maior reservatório de água potável do mundo. Se a gente usá-lo de forma sustentável, dá para abastecer a população de forma tranquila”.

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