Marina Silva sofre três baixas na campanha à Presidência

Por fabiosaraiva
Irritado, ex-coordenador da campanha deixa a sede do PSB | Pedro Ladeira/Folhapress Irritado, ex-coordenador da campanha deixa a sede do PSB | Pedro Ladeira/Folhapress

Um clima de rejeição tomou conta da campanha horas depois de Marina Silva assumir a candidatura à Presidência da República. Dois militantes históricos do partido deixaram os cargos: o ex-coordenador de campanha de Eduardo Campos, o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, e Milton Coelho, que era coordenador de mobilização.

Siqueira foi substituído por Walter Feldman, pessoa de confiança de Marina na coordenação-geral. De saída, ele acusou a ex-senadora de querer tomar conta do partido. “Ela não representa o legado de Eduardo está muito longe de representar”, criticou.

Coelho concordou e também pediu desligamento.  “Meu compromisso era com o Eduardo”, justificou.

O terceiro mal estar veio na coligação ‘Unidos pelo Brasil’. O PSL faltou à reunião destinada à assinatura do ato de substituição de candidatura, exigido pela Justiça Eleitoral. Apenas PHS, PPS, PPL e PRP, além do PSB, assinaram o documento para a formalização da nova chapa hoje no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Marina terá um encontro com o presidente do PSL, Luciano Bivar, para ouvir as queixas e reassumir que não mexerá nas alianças estaduais que já estavam acertadas, embora já tenha deixado claro que não subirá em palanques aliados com o PSDB como em São Paulo e Paraná.

 

Sem crise

O presidente do PSB, Roberto Amaral, evitou falar em crise. O candidato à vice, Beto Albuquerque, afirmou que há um forte fator emocional, que tem provocado estresse. “Nestes últimos sete dias nenhum de nós dormiu mais do que quatro horas. Estamos todos extenuados em função das buscas, do velório, do sepultamento”, afirmou. “Houve um pequeno desentendimento de palavras que, neste momento de tensão, acabou criando um atrito.”

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