Marina é confirmada como candidata do PSB à presidência

Por Tercio Braga
Partidos pequenos ameçam deixar a coligação no caso da escolha do PSB por Marina | Kevin David/Brazil Photo Press/Folhapress Marina vai ocupar a vaga que era de Eduardo Campos, que morreu há uma semana em um acidente aéreo no litoral paulista | Kevin David/Brazil Photo Press/Folhapress

Passados sete dias da trágica morte de Eduardo Campos, num acidente aéreo, o PSB confirmou na nesta quarta-feira Marina Silva como candidata à Presidência da República – o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) será o vice.

Marina chegou a se emocionar ao falar da convivência de 10 meses com Eduardo Campos  e classificou a nova entrada na corrida presidencial como ‘difícil travessia’, mas assumiu que irá manter os compromissos feitos ‘ombro a ombro’ com Eduardo Campos. “Recebo como pedido de acolhimento igual aquele quando 4 de outubro foi negado injustamente a criação do Rede Sustentabilidade”, afirmou.

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A candidata declarou que  é uma parte solidária do partido. “Tão importante quando a criação da Rede é a recuperação do PSB com os sonhos interrompidos pela perda de seu líder”, disse.

Antes do anúncio, a ex-senadora participou de uma reunião com caciques do PSB e apresentou algumas reivindicações para a campanha que envolvem mudanças na equipe, regras de doações e até mesmo subida em palanques que havia sido contrária – todas atendidas.

Ameaças dos nanicos

Dois dos seis partidos, que compõe a coligação ‘Unidos pelo Brasil’,  se rebelaram contra a condução do processo de formação da nova chapa.

O PSL foi mais radical e ameaçou romper com a chapa alegando que os compromissos nos Estados assumidos não podem ser revistos. O PHS manterá o apoio com a ressalva de que os partidos foram alijados do processo de sucessão.

Diante do mal estar, a cúpula do PSB marcou para hoje uma reunião da coligação para garantir que nada mudará.

Marina Silva impôs algumas mudanças: 

• Equipe.
O deputado Walter Feldman e o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, entram na coordenação da campanha.

• Doações.
Haverá restrição de dinheiro vindo da indústria do tabaco, bebidas e armas.

• Programa de governo.
Será incluído um capítulo que trata de temas como aborto, ensino religioso nas escolas e homossexuais.

• Propostas.
Haverá defesa do Estado laico, parceria com a iniciativa privada e diálogo com o agronegócio.

• Alianças.
Ela foi contrária a várias alianças locais  e, por este motivo, não subirá em palanques ao governo de Estados que foi contrária, como São Paulo (Geraldo Alckmin – PSDB) e Paraná (Beto Richa – PSDB).

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