Conselho de Ética aprova cassação do mandato de André Vargas

Por lyafichmann
Vargas acusa Conselho de Ética de fazer julgamento sumário | José Cruz/abr Vargas acusa Conselho de Ética de fazer julgamento sumário | José Cruz/abr

Por unanimidade, o Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta quarta-feira a cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR), acusado de ligações com o doleiro Alberto Yousseff. A defesa do parlamentar irá recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para adiar a ida do processo para o plenário. “A pressa é inimiga da legalidade”, afirmou Vargas, em nota.

O pedido de cassação ainda precisa ser aprovado com pelo menos 257 votos, em votação aberta, o que deve ocorrer em outubro.

O relator do caso, deputado Júlio Delgado (PSB-MG) apontou duas situações que configuram a quebra de decoro parlamentar: o uso do jatinho do doleiro durante uma viagem de férias e a mediação para que o laboratório Labogem, cujo proprietário é Alberto Yousseff, assinasse contrato com o Ministério da Saúde. Revelou ainda haver outra negociação com o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal.

As primeiras denúncias surgiram em março, quando Yousseff foi preso durante a Operação Lava Jato da Polícia Federal, acusado de comandar um megaesquema que teria movimentado R$ 10 bilhões.

Por causa das acusações, Vargas se desfiliou do PT e renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara.

O deputado alega manter apenas relação de amizade de mais de 20 anos com Yousseff, mas nega ter atuado para beneficiá-lo.

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