Marina diz que trajetória de Eduardo Campos não pode ser esquecida

Por Carolina Santos
Marina e Campos eram aliados na disputa pela Presidência | Ueslei Marcelino/Files/Reuters Marina e Campos eram aliados na disputa pela Presidência | Ueslei Marcelino/Files/Reuters

A ex-senadora Marina Silva, que será confirmada na quarta-feira candidata à Presidência da República pelo PSB após a morte trágica do presidenciável Eduardo Campos, afirmou nesta terça-feira que os ideais de Campos devem ser tratados como um legado, e não como uma herança.

“Nosso esforço, de todos nós brasileiros, independentemente de partido, é de que todo o seu esforço, sua trajetória, sua insistência em renovar a política não seja tratada como uma herança, onde cada um pega um fragmento do despojo, mas que seja tratada como um legado”, disse Marina.

A ex-senadora fez um pronunciamento à imprensa em Brasília após a missa de sétimo dia de Campos, morto no dia 13 em um acidente de avião no litoral de São Paulo.

“(Um) legado em que quanto mais pessoas puderem se apropriar dele maior ele fica, porque se multiplica no coração, nas mentes e, principalmente, na ação daqueles que não desistem que esse mundo possa ser socialmente justo, economicamente próspero, culturalmente diverso, politicamente democrático e ambientalmente sustentável”, acrescentou Marina.

Missa de 7º dia de Campos reúne autoridades e membros do PSB

Autoridades do governo e integrantes do PSB prestaram em Brasília suas homenagens em missa de sétimo dia de Eduardo Campos, morto em trágico acidente de avião na semana passada, enquanto lideranças do partido discutiam em Recife a composição da nova chapa presidencial.

Várias personalidades do PSB, como o líder da bancada no Senado e candidato ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o deputado Júlio Delgado (MG), a ex-prefeita de São Paulo e deputada Luiza Erundina e Maurício Rands estavam entre os presentes na missa nesta terça-feira.

Marina Silva, que era vice na chapa do PSB e será anunciada oficialmente na quarta-feira candidata no lugar de Campos, também compareceu à cerimônia religiosa realizada na Catedral Metropolitana de Brasília. O anúncio da candidatura de Marina será feiro após reunião da Executiva do partido.

Nesta terça-feira, lideranças dos partidos que compõem a coligação devem se reunir em Brasília. É necessário que pelo menos quatro deles apoiem o novo nome para encabeçar a chapa.

“Nós estamos conversando, o partido está conversando, fazendo as consultas”, disse Delgado a jornalistas ao chegar na Catedral.

Enquanto era celebrada a missa em Brasília, dirigentes do partido se reuniam em Recife para definir a composição da nova chapa do PSB para disputa presidencial.

O presidente da legenda, Roberto Amaral, o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, e o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, participam dessa reunião na capital pernambucana.A viúva de Campos, Renata, também está sendo ouvida sobre a nova chapa. Albuquerque é o favorito para assumir a vaga de vice.

Em Brasília, Rands disse que Marina deve reafirmar os compromissos já firmados por Campos, uma sinalização positiva aos aliados de que acordos não serão quebrados.

“Esse momento todos avaliaram que é importante uma explicitação, um reforçamento, uma ratificação de compromisso para que os brasileiros que querem votar num novo projeto, que querem votar na Marina, votem com transparência, votem com clareza de quais são os passos concretos que estão ratificados nessa nova fase que a campanha passa a viver”, disse.

Rands acrescentou que o programa de governo da coligação deve ser apresentado nos próximos dias.

O vice-presidente da República, Michel Temer, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foram algumas das autoridades governamentais presentes.

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