Segundo turno é praticamente certo se Marina concorrer, diz Lavareda

Por Carolina Santos

A corrida presidencial tem grandes chances de ser definida em um 2º turno. Na opinião do cientista político e coordenador do Índice Band, Antônio Lavareda, o cenário das pesquisas deve mudar bastante depois da morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, e a provável confirmação da vice Marina Silva na vaga.

“Uma eleição presidencial é sempre imprevisível. Agora, com o fato trágico da morte do Campos, fica ainda mais aberto”, afirmou Lavareda em entrevista ao programa Canal Livre. “Com a confirmação de Marina como candidata, o segundo turno é praticamente assegurado. Ela já teve 19,3% dos votos em 2010 e deve atrair muitos votos dos indecisos e descontentes com o atual governo”.

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O especialista lembrou que, nas pesquisas do instituto Datafolha entre outubro do ano passado e abril deste ano que incluíram o nome da ex-senadora, Marina oscilou entre 23% e 29%, número que a deixaria hoje na vice-liderança. Campos tinha apenas 8% e figurava na terceira posição, ficando atrás ainda de brancos e nulos.

“Esta é uma das eleições com maior desinteresse da população e a Marina deve se beneficiar em vários aspectos. Um deles é o fator emocional depois da morte de Campos. Ela também atrai muitos votos dos evangélicos e da classe média. A imagem de candidata ‘antissistema’ de 2010, ainda está na mente dos eleitores”, afirmou, lembrando que a ex-ministra teve cerca de 20 milhões de votos na última eleição presidencial.

Lavareda, porém, diz que a campanha deste ano não pode ser comparada com a de 2010. “A Marina de 2014 é totalmente diferente da Marina de 2010. Agora a cobrança é outra. Ela vai precisar herdar os compromissos do Eduardo Campos. Tem toda uma coligação por trás, tempo de propaganda maior na TV. Precisamos ver como ela vai responder a estes desafios”, destacou.

O presidente em exercício do PSB, Roberto Amaral, disse que a decisão sobre a candidatura só sairá na quarta-feira em uma reunião com a Executiva Nacional. Neste domingo, o partido lançou um processo de consultas internas para a substituição da vaga de Campos.

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