Investigação sobre queda de avião de Eduardo Campos pode levar 1 ano

Por fabiosaraiva
Local do acidente com o Cessna 560 XL, em Santos | Davi Ribeiro/Folhapress Local do acidente com o Cessna 560 XL, em Santos | Davi Ribeiro/Folhapress

Peritos da Federação Americana de Aviação e da empresa Cessna, fabricante da aeronave que caiu na manhã do dia 13 em Santos, vitimando o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e mais seis pessoas, foram ao local do acidente na manhã deste domingo.

Segundo eles, as investigações sobre as causas da tragédia podem demorar até um ano para serem concluídas.

Nesta primeira etapa da apuração, os peritos afirmam que vão permanecer em Santos por uma semana. Os trabalhos serão realizados em dois períodos (manhã e tarde).  Uma força tarefa foi montada para recolher todos os destroços possíveis da aeronave.

Na sequência, todo o material será enviado para os Estados Unidos, onde será feita uma apuração mais precisa sobre as possíveis causas da queda do jato executivo bimotor Cessna 560 XL.

Ontem, três técnicos foram ao local por volta das 7h e, acompanhados de peritos do Cenipa (Centro de Prevenção de Investigação de Acidentes Aéreos), ficaram aproximadamente três horas analisando o ponto de queda do avião.

Por volta das 10h, a equipe seguiu até a Base Aérea do Guarujá. Com o material recolhido, eles tentarão remontar partes da aeronave.

Duas horas depois, os peritos voltaram ao local para realizar uma nova análise e também para tentar encontrar mais peças do avião.

Os técnicos pediram à PM (Polícia Militar) a interdição, por pelo menos uma semana, de quatro móveis residenciais e de uma academia na rua Vahia de Abreu, por motivos de segurança.

Durante todo o domingo, muitas pessoas levaram flores até o ponto de queda da aeronave, no Boqueirão. A investigação sobre a tragédia será feita sob sigilo, como prevê a nova legislação para o setor aéreo.

 

Aos poucos, rotina em Santos volta ao normal

A rotina dos moradores e comerciantes do Boqueirão, em Santos, começa a voltar ao normal após o acidente que resultou na morte de Eduardo Campos.

Os primeiros reparos nos imóveis atingidos pela queda já começaram a ser feitos. Telhados estão cobertos por plásticos e há funcionários trabalhando na recolocação de telhas.

Funcionários da limpeza da prefeitura de Santos retiravam, na tarde de ontem, o entulho das calçadas e limpavam as ruas do bairro.

Um trabalhador encontrou cinco medalhinhas religiosas que, supostamente, seriam de Campos. Ele contou que achou os pertences enquanto limpava telhados de casas atingidas pelo avião.

Os itens serão levados para a família, em Recife (PE), para confirmar se  eram ou não do ex-governador. 

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