Conheça as condições do PSB à candidatura de Marina

Por Carolina Santos
Marina estreará como candidata no horário político amanhã, que fará homenagem a Eduardo Campos | Divulgação/PSB Marina estreará como candidata no horário político amanhã, que fará homenagem a Eduardo Campos | Divulgação/PSB

A tragédia que vitimou Eduardo Campos e equipe marca o início de uma nova corrida presidencial. Marina já abriu caminho no PSB, mas tem diante de si uma contradição da qual não pode escapar: começar do zero uma campanha já em andamento.
Em meio à adversidade, a ex-ministra aceitou o desafio e será anunciada sucessora de Eduardo Campos até esta quarta-feira. A cúpula do PSB se reunirá em Brasília e depois submeterá a decisão à chapa formada por Rede, PPS, PPL, PRP e PHS.

 

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O ‘sim’ da ex-senadora veio repleto de dilemas: o programa de governo mais desenvolvimentista do que ela gostaria; a divisão do PSB, já que Marina sempre deixou claro ser uma filiada provisória; e, principalmente, a sensível política de alianças.
As amarras começaram a ser desfeitas no fim de semana. Marina se comprometeu a respeitar os acordos fechados na disputa estadual. Em tese, a candidata subirá em palanques aos quais foi contrária como, por exemplo, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

O vice
A escolha do candidato a vice é tratada como estratégica. A principal preocupação é evitar que o PSB seja relegado a um segundo plano. A pedido do agora presidente do partido, Roberto Amaral, Marina deve acatar um vice do partido. O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) é o mais cotado para vice, mas a deputado Luiza Erundina (PSB-SP) também tem o nome lembrado.
Renata Campos
Cotada a concorrer a vice-presidência, Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, não deve aceitar o convite defendido pela presidenciável Marina Silva. Embora a prioridade, neste momento, seja cuidar dos cinco filhos, não haverá uma imersão da economista no luto.
Renata é filiada ao PSB desde 1991, chegou a participar de reuniões com o marido, mas agora terá um papel político. Ela será uma consultora informal e será chamada a dar ‘a voz de Eduardo Campos’ em decisões da legenda.
A estreia será hoje, em Recife. Renata terá um encontro com políticos de Pernambuco para tratar sobre a chapa ao governo do Estado, encabeçada por Geraldo Júlio (PSB). Após ser decisiva para a escolha de Marina, ela opinará sobre a escolha do vice-presidente.

Criação da Rede ficará em ‘stand by’
A inversão de papéis que coloca Marina Silva como protagonista da campanha eleitoral pelo PSB põe em dúvida o seu projeto pessoal de criar o partido Rede Sustentabilidade.
No cenário anterior, Eduardo Campos seria o principal aliado na crianção da nova legenda. Com a tragédia, há uma reviravolta em todas estas questões.
Dentro do PSB, já há uma defesa para que Marina desista, pelo menos por enquanto, da Rede Sustentabilidade, o que, em um eventual governo, funcionaria como uma espécie de “conselho político”.
A proposta encontra forte resistência. Os apoiadores da Rede Sustentabilidade esperam fundar o novo partido assim que as eleições de outubro passarem.
Marina Silva se filiou ao PSB em 5 de outubro do ano passado, justamente por não ter conseguido viabilizar a Rede Sustentabilidade junto à Justiça Eleitoral, mas como parte do acordo já previa mudar de legenda.

 

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