‘Youssef era um banco’, afirma ex-contadora de doleiro

Por fabiosaraiva
Youssef é um dos investigados no processo contra Vargas | Geraldo Magela/Agência Senado O doleiro AlbertoYoussef  | Geraldo Magela/Agência Senado

A contadora Meire Poza, que trabalhou por quatro anos no escritório do doleiro Alberto Youssef, afirmou nesta quarta-feira que ele mantinha estreitas relações com políticos, a quem oferecia presentes, empréstimos, fazia transferências bancárias e distribuía dinheiro. “Ele era um banco”, afirmou.

Youssef foi preso em 17 de março pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões em quatro anos e tinha ramificações na Petrobras, no Ministério da Saúde e em partidos como PT, PP e Solidariedade.

Meire prestou depoimento no Conselho de Ética da Câmara, como testemunha de acusação no processo de cassação do deputado Luiz Argôlo (Solidariedade-BA).

Argôlo, segundo a contadora, era sócio informal de Youssef na Malga Engenharia e um dos mais assíduos frequentadores do escritório do doleiro em São Paulo.

Segundo ela, dois pagamentos foram feitos diretamente a pessoas ligadas ao parlamentar: R$ 60 mil repassados ao pai dele, Manoelito Argôlo, e outros R$ 47 mil para Élia Daora, assessora do deputado.

Meire também falou sobre uma remessa de R$ 1 milhão. O valor foi pago ao deputado por meio de contas em duas empresas em Fortaleza (CE). A contadora se apresentou espontaneamente à Polícia Federal e se colocou à disposição para apresentar documentos e dar novos depoimentos à CPI da Petrobras.

De acordo com o advogado de Argôlo, Aluísio Régis, o parlamentar foi ao escritório de Youssef para receber o pagamento pela venda de um terreno.

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