Brasil está perdendo de 7 a 1 fora da Copa, diz Campos

Por Tercio Braga
Campos negou que haja um embate entre ele e Marina, que se filiou ao PSB em 2013 | Ilan Pellenberg/Frame/Folhapress Campos negou que haja um embate entre ele e Marina, que se filiou ao PSB em 2013 | Ilan Pellenberg/Frame/Folhapress

O ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), garantiu na noite desta terça-feira (12) que é possível baixar a inflação e investir fortemente em setores públicos, mesmo que diversos economistas apontem que, para controlar a alta dos preços, seja necessário um corte profundo nas contas públicas.

Em entrevista à TV Globo, o presidenciável reafirmou que o compromisso de seu programa de governo é, entre outras coisas, oferecer escola em tempo integral, investir mais em saúde, segurança, e adotar o passe livre no transporte público para estudantes.

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Questionado sobre como iria realizar as promessas aparentemente conflituosas, Campos falou apenas em reduzir a taxa Selic para cobrir os gastos com o passe livre, mas não entrou em detalhes sobre como conseguiria regular as contas públicas.

“Só há uma promessa: melhorar a vida do povo brasileiro”, afirmou. “É possível sim. Estamos fazendo contas para, com o planejamento em quatro anos, trazer a inflação para dentro da meta e fazer o Brasil crescer, que é um outro grave problema”, disse Campos, que também defendeu a redução do chamado Custo Brasil.

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Ao ser perguntado se 2015 não seria difícil por causa dos cortes necessários, o candidato disse que a “pior coisa na vida é ficar escondendo os problemas” e que o ano que vem terminaria melhor que 2014. “O Brasil perdeu de 7 a 1 na Copa e está perdendo igual fora de campo.”

Sobre a dissolução da aliança com o PT, Campos voltou a dizer que o partido da presidente Dilma Rousseff não cumpriu o que prometeu, e que o rompimento foi um resultado natural disso. “Nós já vínhamos em um processo de afastamento. Este é o único governo que vai entregar o país pior que pegou”, justificou.

Nepotismo e suposto conflito com Marina Silva

Eduardo Campos negou que tenha usado seu prestígio como governador para apoiar a candidatura de sua mãe, Ana Arraes, para o cargo de ministras do TCU (Tribunal de Contas da União) em 2011.

“Ela é concursada. Disputou uma eleição com vários deputados”, disse Campos. “Nem votei, porque não era deputado na época. Só torci.”

O presidenciável também afirmou que não houve ilegalidade ao indicar dois primos de sua mulher para o TCE (Tribunal de Contas do Estado).

O candidato foi questionado ainda sobre sua relação política com Marina Silva, candidata a vice-presidente pelo PSB, que em alguns pontos tem um visão oposta à legenda – em 2012, ela criticou ferozmente a aprovação do novo Código Florestal brasileiro, que foi apoiado em massa pelo partido.

Campos negou que haja um embate entre ele e Marina, que se filiou ao PSB em 2013. “Temos uma aliança que não é feita sobre minha opinião ou de Marina. É feita sobre um programa. Exatamente para não ter uma aliança de personalidades”, justificou.

Debates
O primeiro debate presidencial ocorrerá aqui na Band, no dia 21 de agosto, seguindo uma tradição histórica do Grupo Bandeirantes. No dia 14 de agosto, os candidatos ao governo também se encontrarão na Band para o primeiro debate.

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