Metrô de SP precisa crescer e se integrar a outros transportes

Por fabiosaraiva
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Passageiros aguardam trem na estação de metrô Palmeiras-Barra Funda | Rubens Cavallari/Folhapress Passageiros aguardam trem na estação de metrô Palmeiras-Barra Funda | Rubens Cavallari/Folhapress

O candidato que vencer as eleições e assumir o Palácio dos Bandeirantes em janeiro do ano que vem terá um grande desafio: acelerar o ritmo de expansão do metrô e da CPTM.

A área de transportes é a segunda a ser abordada na série de reportagens do Metro Jornal, com as propostas do três candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais. Na reportagem anterior, os candidatos falaram sobre suas propostas para segurança.

Inaugurado em 1976, o metrô de São Paulo tem  atualmente 75 km. Para efeito de comparação, o metrô de Seul, na Coreia do Sul, criado em 1975, já tem 275 km.

O Plano Plurianual 2012-2015 do governo estadual previa que a região metropolitana contaria com 136 km trilhos de metrô em 2015, mas a marca está longe de ser alcançada. A atual gestão deve terminar com 9,3 km de novos trechos inaugurados, média de 2,3 km por ano. O número é superior à média histórica, de 1,91 quilômetro por ano, mas insuficiente para atender os cerca de 4 milhões de passageiros que utilizam o transporte diariamente.

Clique nos bonequinhos e confira abaixo as principais propostas dos candidatos para reduzir os índices de criminalidade no Estado.

PROPOSTAS-DOS-CANDIDATOS

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Adriano Branco – Engenheiro e ex-secretário de Estado de Transportes

Transporte nota cinco
A maior carência da cidade é uma transporte de massa eficiente e somente um aumento nos investimentos no metrô pode suprir  essa necessidade. Não nos falta tecnologia. O metrô paulistano é um dos mais modernos e evoluídos, mas não atende a demanda. Seria preciso mais linhas. Então tecnicamente estamos bem, mas  operacionalmente mal.

Se formos analisar de forma geral, o transporte urbano em São Paulo deixa a desejar. Eu daria nota 5. Além da demanda excedente do sistema de  alta capacidade (Metrô e CPTM), não temos modais de média e baixa capacidade. Existe uma pequena experiência com o monotrilho em Cidade Tiradentes, mas insuficiente para saber seus impactos e contribuições. O problema de superlotação é totalmente relacionado à carência de oferta, mas também tem a ver com a tecnologia. Como o metrô é o único sistema capaz de ter horários definidos, as pessoas optam por usá-lo e não utilizam os ônibus. Isso tem impacto direto no congestionamento.

Esse problema só será superado se houver mais oferta no sistema de alta capacidade, a criação de um sistema de média capacidade (monotrilho) e a reorganização do transporte de baixa capacidade, que pode ser feita por meio dos chamados corredores de ônibus.

 

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