Presidenciáveis apresentam promessas para o setor do agronegócio

Por Carolina Santos
Campos, Aécio e Dilma falaram a representantes do setor produtivo | Uéslei Marcelino/Reuters Campos, Aécio e Dilma falaram a representantes do setor produtivo | Uéslei Marcelino/Reuters

Para uma plateia de produtores rurais, os três principais candidatos à presidência da República apresentaram ontem promessas para o setor  do agronegócio. O encontro com os presidenciáveis foi promovido pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária).

Em comum, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) defenderam a ampliação de políticas para o campo e aumento da participação da agricultura no mercado internacional.

Eduardo Campos

Primeiro a participar da sabatina, Campos criticou o uso político do Ministério da Agricultura. “Vamos tirá -lo do balcão político e colocá-lo na mão da competência”, criticou.

Campos afirmou que o fraco desempenho da economia foi atenuado pelo agronegócio. Ele defendeu aumento dos incentivos para o campo, com sustentabilidade, aumento das exportações e novas tecnologias. “O brasileiro precisa de comida mais barata e com mais qualidade”, sustentou.

Aécio Neves

O candidato do PSDB defendeu regras para a desapropriação de terras para permitir a ‘retomada’ da reforma agrária. O tucano classificou como atrasado o sistema de crédito rural e disse que irá buscar parceiros comerciais para fortalecer a agricultura e a pecuária.

Aécio também prometeu aumentar dos atuais 9% para 60% as áreas cobertas pelo seguro rural e colocará em igualdade as pastas do Planejamento, Fazenda e o superministério da Agricultura, que irá incorporar à Pesca.

Dilma Rousseff

Candidata à reeleição, Dilma enfatizou que as demandas do agronegócio estão sendo implantadas. Citou ‘o maior plano agrícola da história’, com investimento de R$ 156 bilhões, ressaltou que o Código Florestal provocou avanços na área ambiental, mas reconheceu como um desafio dar condições para a criação de uma classe média no campo. A petista prometeu ampliar a defesa agropecuária e combater o trabalho escravo.

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