Senado abre sindicância para apurar fraude em CPI

Por Tercio Braga
Renan Calheiros descartou a suspensão da CPI | Joel Rodrigues/Folhapress Renan Calheiros descartou a suspensão da CPI | Joel Rodrigues/Folhapress

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou nesta terça-feira a abertura de uma comissão de sindicância para apurar as suspeitas de que representantes da Petrobras, entre eles, Graça Foster, Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, teriam recebido com antecedência as perguntas que foram feitas na CPI da estatal no Senado.

De acordo com Renan, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), solicitou a sindicância. Ontem o senador também pediu a investigação do caso à Polícia Federal. A comissão deve ser composta por três servidores do Senado. O prazo para conclusão da investigação é de até 90 dias.

O caso veio à tona no último final de semana, após a revista Veja publicar um vídeo no qual depoentes representantes da Petrobras conversam sobre o “gabarito” das apurações.

A gravação aponta que poderiam estar envolvidos parlamentares e assessores técnicos da CPI – que negam as acusações.

Mesmo com as denúncias, o presidente do Senado descartou a suspensão dos trabalhos.

“Não precisa suspender [a CPI], precisamos apurar absolutamente tudo que foi denunciado e apurar as responsabilidades de quem as tenha”, disse.

Responsável pelas perguntas na CPI o senador José Pimentel (PT-CE) disse ontem que as questões feitas nos depoimentos já haviam sido divulgadas publicamente no plano de trabalho da CPI.

CPMI do Metrô

O Senado irá instalar hoje a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Metrô de São Paulo.

A comissão pretende investigar as denúncias de cartel nos contratos do metrô durante a gestão do PSDB no governo do Estado, de 1990 até 2008. 

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