Número de mulheres mortas cresce 200% em 30 anos, diz Ipea

Por Tercio Braga

O número de mulheres assassinadas no Brasil cresceu mais de 200% em três décadas. Muitas são vítimas dos próprios companheiros – uma das explicações para o aumento da violência é a impunidade.

Segundo um estudo do  Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),  nos últimos dez anos,  50 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. Todos os dias, são 15 vítimas fatais. Pelo menos 40% dessas mortes foram cometidas por companheiros das vítimas.

Em São Paulo, as denuncias são encaminhadas para Delegacias de Defesa da Mulher. São nove para atender toda a metrópole e nem sempre as portas estão abertas. As delegacias fecham à noite e nos finais de semana. Uma associação de advogadas encaminhou um ofício ao governo do estado para que as delegacias funcionem em tempo integral.

A sensação da impunidade é apontada como uma das principais causas do aumento da violência. Para tentar reduzir os índices, algumas cidades brasileiras adotaram outras medidas.

Em Vitória, as mulheres que registram queixa recebem um aparelho que ganhou apelido de botão do pânico. Quando se sentem ameaçadas, elas acionam o dispositivo e uma viatura é encaminhada para o local. Em Porto Alegre, um grupo da polícia faz rondas nos locais onde as mulheres denunciaram violência. O objetivo é evitar ameaças de ex-companheiros e garantir que eles respeitam a distância mínima determinada pela Justiça. No primeiro ano, a patrulha prendeu 40 homens que descumpriram a lei.

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