Em segundo ato, ‘blocão’ do PMDB chama 10 ministros

Por Tercio Braga
Líderes discutem votação de requerimentos nas comissões | Pedro Ladeira/folhapress Líderes discutem votação de requerimentos nas comissões | Pedro Ladeira/folhapress

Não houve nem tempo para ressaca. Um dia após aprovar a criação de uma comissão externa para investigar suposto pagamento de propina a funcionários da Petrobras, o ‘blocão’ – formado por deputados descontentes com o governo – impôs novo revés ao Planalto nesta quarta-feira e, numa só tacada, aprovou a convocação de quatro ministros e o convite a outros seis. Em comissões da Câmara, a presidente da Petrobras, Graça Foster, também terá que explicar sobre denúncias que devem desgastar o governo.

Nos próximos 30 dias, as autoridades deverão comparecer às comissões de Fiscalização e Controle;  Ciência e Tecnologia; Integração Nacional; Esporte; e de Viação e Transportes. No caso de convocações, a presença é obrigatória.

O PMDB foi, novamente, protagonista da manobra para pressionar o Palácio do Planalto. Tanto que a convocação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que é do partido, foi rejeitada. Para falar sobre um eventual apagão no Brasil, foi convidado o secretário-executivo do MME (Ministério de Minas e Energia), Márcio Zimmerman.

“A oposição aproveita esse momento de tensão na base para convocar ministros. Mas entendo que essas convocações têm objetivos políticos”, condenou o vice-líder do governo, deputado José Guimarães (CE).

O governo ainda mantém a expectativa de que a crise se dissipe, mas precisará de tempo. Por isso, o Marco Civil da Internet foi retirado de pauta a pedido do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Não há prazos para devolvê-lo à votação.

Mercadante também negocia com o Pros a manutenção de José Teixeira como ministro da Integração Nacional, mas o partido prefere apoio em alianças regionais.

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