Sem ganhar sexto ministério, PMDB quer acordo com PT

Por Tercio Braga
Vice-Presidente Michel Temer | Tânia Rêgo/Agência Brasil Vice-Presidente Michel Temer | Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ainda com a relação desgastada e o desejo de ter um sexto ministério cada dia mais distante, o PMDB busca uma compensação nos Estados – nas eleições de outubro – para melhorar o clima da aliança nacional com o PT. A presidente Dilma Rousseff recebeu ontem caciques peemedebistas, no Palácio do Planalto, em Brasília, para propor acordos eleitorais e amenizar a crise dos últimos dias. A reforma ministerial, com a abertura de mais espaço para o partido aliado, já é considerada causa perdida, embora não tenha havido desistência formal.

Dilma, porém, estaria disposta a apoiar palanques do PMDB em pelo menos seis Estados: Maranhão e Rondônia, além de Goiás, Paraíba, Alagoas e Tocantins – cujos diretórios regionais do PT avaliam a possibilidade de ter candidatura própria.

A cessão, porém, não dá garantias de que a crise chegou ao fim. “Espero que sim. Na política você nunca sabe se a crise está terminando, está começando, ficando maior”, afirmou o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

Contrapartida

A exemplo da manifestação feita no domingo ao vice-presidente Michel Temer, Dilma voltou a criticar a postura do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) – um dos líderes do ‘Centrão’, grupo que reúne 240 deputados de oito partidos que prometem dar dor de cabeça ao governo no Congresso. A presidente sugeriu que Cunha seja isolado das discussões que envolvem o Palácio do Planalto.

O parlamentar, porém, calcula representar um terço dos 74 deputados do PMDB na tentativa de levar à votação na Convenção Nacional da legenda a ruptura da aliança nacional com o PT.

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