PGR vai acompanhar possível extradição de Pizzolato

Por Tercio Braga
Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de detenção | Caio Guatelli/ Folhapress Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de detenção | Caio Guatelli/ Folhapress

A Procuradoria Geral da República enviou nesta sexta-feira dois representantes à Itália para acompanhar a possível extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Eles irão a Roma e Bologna, onde conversarão com autoridades italianas sobre o caso.

Além disso, o órgão ainda traduzirá toda a documentação necessária para enviar o pedido oficial de extradição de Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão.

Nesta sexta-feira, dia 14, Henrique Pizzolato foi indiciado pela polícia da Itália por três crimes. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil vai responder por falso testemunho, substituição de pessoa e falsidade ideológica.

Contas na Espanha

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato tem três contas bancárias na Espanha. O país foi a primeira escala europeia da fuga.

A Itália, onde ele acabou sendo preso, ainda não localizou rastros do condenado no mensalão no sistema financeiro.

Pizzolato está preso na Itália:

Prisão

Considerado foragido desde novembro do ano passado, Pizzolato foi preso pela polícia italiana na última quarta-feira, dia 5, em Maranello. Ele fugiu para a Itália em setembro do ano passado e teve o nome incluído na lista de procurados pela Interpol, a polícia internacional, em mais de 190 países.

Pizzolato foi condenado pelo STF a 12 anos e sete meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão.

Cela

Pizzolato divide uma cela de nove metros quadrados com outro preso. No espaço, há televisão, rádio, computador sem internet e até uma ducha. Além disso, estão à disposição serviços médicos de emergência, como psiquiatras e psicólogos.

O condenado pelo mensalão é acusado na Itália por falsificação de documentos e, por enquanto, ficará preso por tempo indeterminado. Ontem, a Justiça italiana negou o pedido de prisão domiciliar por considerar que Pizzolato oferece perigo de fuga.

Extradição

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, na sexta-feira, ao Ministério da Justiça, a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Caso a extradição não seja aceita – pelo fato de Pizzolato ter dupla nacionalidade -, Janot pede que o condenado cumpra na Itália a pena definida no processo do mensalão (Ação Penal 470).

Caberá ao ministério enviar o pedido ao governo italiano. A extradição foi encaminhada ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, que remeteu a documentação ao Ministério da Justiça.

Pizzolato fugiu para a Itália em setembro do ano passado e teve o nome incluído na lista de procurados pela Interpol, a polícia internacional, em mais de 190 países.

Pizzolato foi condenado pelo STF a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão.


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