Congresso debate definição de crimes de terrorismo

Por Caio Cuccino Teixeira
Usar fogo e bombas em manifestações poderá ter punição muito mais severa | Reprodução/Band Usar fogo e bombas em manifestações poderá ter punição muito mais severa | Reprodução/Band

Com a morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade, o Congresso decidiu acelerar o debate de uma proposta que define crimes de terrorismo. Se for aprovada, usar fogo e bombas em manifestações passará a ter punição mais severa.

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Na zona norte de São Paulo, seis ônibus e três caminhões foram saqueados e incendiados, no final de outubro do ano passado. O motivo seria a revolta de moradores pela morte de um jovem durante abordagem policial.

Em manifestações contra o aumento de tarifas do transporte público, mais violência. Passageiros são expulsos e um ônibus é queimado, em São Paulo. Veículos também foram incendiados no Rio de Janeiro.

Da oposição ao governo é unânime a impressão de que os protestos violentos com bombas, rojões, e incêndios de ônibus deixaram de ser simples manifestações e têm que ser tratados com dureza.

Depois da morte de Santiago Andrade, o Senado decidiu priorizar a votação do projeto que define o que é terrorismo no país.

Pela proposta de uma comissão mista, protestos violentos podem render de 15 a 40 anos de prisão. Bem mais do que a pena de um ano de cadeia prevista hoje para destruição do patrimônio público, por exemplo.

O relator da proposta afirma que o direito à manifestação vai continuar intocado. Só aumenta o rigor em caso de violência.

Veja o vídeo:


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