Justiça da Itália nega prisão domiciliar a Henrique Pizzolato

Por fabiosaraiva
Pizzolato sem barba e bigode em foto divulgada na Itália | polícia de Modena Pizzolato sem barba e bigode em foto divulgada na Itália | polícia de Modena

A Justiça da Itália negou o pedido de prisão domiciliar ou liberdade provisória para Henrique Pizzolato.

O condenado pelo mensalão está preso no país europeu por falsidade ideológica. Ele entrou em território italiano utilizando o passaporte de seu irmão Celso Pizzolato, morto em 1978.

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Pizzolato pediu para ser julgado como cidadão italiano, permanecendo assim na Itália, onde responderá pelo crime de falsidade ideológica.

O advogado de Pizzolato afirmou que, durante a audiência, o condenado pelo mensalão apresentava a expressão séria e sóbria. O ex-diretor do Banco do Brasil continuará por tempo indeterminado numa cadeia na cidade de Modena.

 

Prisão

Policiais italianos se passaram por garis para prender Pizzolato. Uma imagem do detento foi divulgada pela polícia. Condenado a 12 anos de prisão, o ex-diretor do Banco do Brasil pode pegar mais três anos de cadeia – agora na Itália – por falsificação de documentos.

Na casa onde Pizzolato vivia em Maranello, continua estacionado o carro que serviu como uma das pistas para a polícia chegar ao condenado brasileiro. Há cinco meses, em Málaga, na Espanha, a mulher de Pizzolato comprou o veículo no nome dela e seguiram até a casa do sobrinho, Fernando Grando, que trabalha na fábrica da Ferrari, em Maranello. Com o alerta vermelho da Interpol, a polícia espanhola avisou o Brasil e a Itália, e as investigações começaram.

Nesta semana, a polícia italiana fechou o cerco. Agentes à paisana fingiram varrer a rua para manter a vigilância. Depois de cortarem a luz, a porta foi aberta e os policiais efetuaram a prisão. A princípio, ele tentou se passar pelo irmão Celso, falecido há 35 anos.

 

Foto de Pizzolato foi divulgada pela polícia italiana:

 


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