Brasil e Itália vão investigar crimes cometidos por Henrique Pizzolato

Por fabiosaraiva
Pizzolato sem barba e bigode em foto divulgada na Itália | polícia de Modena Pizzolato sem barba e bigode em foto divulgada na Itália | polícia de Modena

Preso em uma cela da penitenciária de Santana, em Modena, Henrique Pizzolato será investigado pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele poderá receber novas condenações no Brasil e na Itália. As penas são distintas: de seis meses a 3 anos de prisão, pelas leis italianas, e de 1 a 11 anos, pelo Código Penal brasileiro.

O ex-diretor do Banco do Brasil usou o passaporte do irmão, morto há 35 anos, para fugir em setembro do ano passado do Brasil e evitar a pena de 12 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Pizzolato passou pela Argentina e Espanha antes de entrar em território italiano.

A Polícia Federal também investigará a responsabilidade pela emissão dos documentos falsos usados na fuga. Há suspeita de que o passaporte, CPF, carteira de identidade e título de eleitor em nome de Celso Pizzolato foram retirados em Lajes (SC), em 2008.

 

Extradição

O Brasil terá 40 dias para formalizar junto ao Ministério da Justiça da Itália o pedido de extradição de Pizzolato.

A PGR (Procuradoria Geral da República) prepara a tradução da documentação necessária. Embora a possibilidade seja remota por causa da lei impedir que nacionais sejam extraditados, o governo brasileiro recorrerá a tratados internacionais que preveem a punição de criminosos com dupla cidadania.

Pizzolato terá uma audiência hoje na Corte de Apelação de Bolonha, onde informará que não tem interesse em deixar o país. A defesa fará ainda um pedido de liberdade provisória, já que não haveria possibilidade de novas fugas, uma vez que ele seria imediatamente extraditado para o Brasil se deixasse a Itália.


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