Ministro defende Polícia Federal após prisão de Pizzolato

Por george.ferreira
Henrique Pizzolato estava na lista de procurados da Interpol | Reprodução Henrique Pizzolato estava na lista de procurados da Interpol | Reprodução

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, afirmou nesta quarta-feira, que a prisão de Henrique Pizzolato na Itália responde às críticas contra a Polícia Federal, depois da fuga do condenado no processo do mensalão.

Foragido desde novembro, o ex-diretor do Banco do Brasil foi preso com um passaporte falso – que pertencia a um irmão falecido – na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte do país.

A prisão do mensaleiro é uma ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia italiana. Pizzolato fugiu para a Itália no fim do ano passado, aproveitando que tem dupla cidadania. A fuga aconteceu via Buenos Aires, na Argentina.

 

Condenação e fuga

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão na Ação Penal 470, o processo do mensalão. No entanto, por ter cidadania italiana, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil fugiu do Brasil para a Itália em novembro do ano passado.

Em uma carta divulgada à imprensa pela família do mensaleiro após a sua fuga, Pizzolato diz que decidiu buscar um novo julgamento na Itália. Ele foi condenado por autorizar repasses de dinheiro público do Banco do Brasil em favor das empresas do publicitário Marcos Valério, apontado como operador do esquema.

O STF, que julgou a ação, entendeu que os desvios ocorreram de duas formas. A primeira, por meio da apropriação de cerca de R$ 2,9 milhões do bônus de volume (bonificações a que o banco tinha direito) pelas empresas do publicitário, e a segunda, pela liberação de R$ 73 milhões do Fundo Visanet. Segundo os ministros, Pizzolato recebeu R$ 326 mil de Valério em troca do favorecimento.

O ex-diretor do BB foi o único da lista dos 12 condenados no mensalão que tiveram prisão decretada a não se entregar para a polícia. Ao fugir para a Itália, a dupla cidadania de Pizzolato o tornava “inextraditável”, pois a constituição italiana, assim como a brasileira, não permite a extradição de seus nacionais.

Interpol

Em novembro, a Interpol (polícia internacional) incluiu o nome de Pizzolato na lista de procurados em mais 190 países.


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