Após polêmica, contrato com ONG fundada por pai de Padilha é cancelado

Por fabiosaraiva
Pré-candidato ao governo de SP, Padilha vê exploração política | Marcelo Casal Jr/ABr Pré-candidato ao governo de SP, Padilha vê exploração política | Marcelo Casal Jr/ABr

A ONG Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, fundada por Anivaldo Pereira Padilha – pai do ministro Alexandre Padilha – perderá o contrato com o Ministério da Saúde. O ministro determinou ontem o cancelamento do convênio assinado em 28 de dezembro para capacitação e formação, por meio de palestras, aulas e jogos, de 90 jovens em ações de combate a doenças sexualmente transmissíveis. A denúncia foi publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo”.

“Para poupar a instituição de qualquer exploração política, eu tomei a decisão hoje de solicitar ao jurídico do ministério a tomar todas as medidas legais possíveis para cancelar esse convênio”, afirmou o ministro.

O Ministério da Saúde afirmou que a contratação atendeu a critérios técnicos. O pai de Padilha afirma que está fora do comando da ONG desde 2009, mas ainda aparece como sócio no site da entidade.

 

Pedido de explicações

A acusação obrigará o ministro a se explicar. De saída após 37 meses como ministro da Saúde, Padilha deverá ser alvo de uma investigação. O PSDB entrará com uma ação na Comissão de Ética Pública da Presidência.

A Koinonia assinou nove convênios com o governo Federal desde 1998. O PPS pedirá uma cópia dos contratos com os ministérios da Saúde, Desenvolvimento Agrário, Esporte, Justiça e Cultura, além das secretarias de Igualdade Racial e Direitos Humanos.

“Vamos apurar se o convênio é legal e se o serviço está sendo mesmo prestado com qualidade. Imoral ele já é e levanta dúvidas sobre um esquema de favorecimento para a entidade do pai do ministro”, afirmou o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR). 

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