Barbosa critica colegas por ‘férias’ de João Paulo Cunha

Por fabiosaraiva
Presidente do STF está em Paris | Nelson Jr./STF Presidente do STF está em Paris | Nelson Jr./STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, criticou nesta quarta-feira a decisão dos ministros que atuaram no plantão da Corte de não assinar a ordem de prisão contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP).

“Qual é a consequência concreta disso? A pessoa condenada ganhou quase um mês de liberdade a mais. Eu, se estivesse como substituto, jamais hesitaria em tomar essa decisão”, declarou.

No dia 6, Barbosa concluiu o processo contra o deputado pelos crimes de peculato e corrupção passiva, com pena de 6 anos e 4 meses. João Paulo, porém, não foi preso porque o ministro saiu de férias sem assinar a ordem de prisão.

Ele alegou que não teve tempo hábil para assinar o mandado porque a decisão ainda não havia sido comunicada para a Câmara de Deputados e ao juiz de execuções penais

Os substitutos na presidência da Corte, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski, avaliaram que a decisão é exclusiva do relator do processo, o que empurrou a decisão apenas para fevereiro.

Joaquim afirmou que “o ministro que estiver lá de plantão pode, sim, praticar o ato. O que está havendo é uma tremenda personalização de decisões que são coletivas”.

 

Diárias

Barbosa interrompeu as férias para compromissos na França e Inglaterra. Por causa disso, receberá 11 diárias, que somam R$ 14,1 mil.

“Eu acho isso uma tremenda bobagem. É uma coisa muito pequena. Veja bem, você viaja para representar o seu país, para falar sobre as instituições do Brasil e vocês estão discutindo diárias?”

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