Câmara adia decisão sobre destino de João Paulo da Cunha

Por Tercio Braga
O ex-presidente da Câmara deverá começar a cumprir pena de 6 anos e 4 meses de prisão | José Cruz/ABr O ex-presidente da Câmara foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão | José Cruz/ABr

A reunião que decidiria o destino político do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha foi cancelada nesta terça-feira pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL). De acordo com o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna, isso ocorreu por que a comunicação oficial da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre a condenação do parlamentar, não foi entregue ao Parlamento. A reunião da Mesa Diretora da Casa para analisar a situação de Cunha estava marcada para o próximo dia 4.

A Corte rejeitou, no início de janeiro, um recurso do deputado no processo do mensalão e determinou o início da execução da pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato, de acordo com o resultado do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Com a decisão do STF, a perda do mandato do condenado deveria ser automática, mas a Câmara optou por abrir processo de cassação, com prazos para acusação e defesa.

O parlamentar condenado ainda pode renunciar ao mandato e evitar que o processo legislativo seja iniciado. A renúncia terá que ser comunicada à Mesa Diretora e publicada no Diário da Câmara no dia seguinte.

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