PM é acionada para conter tumulto em Pedrinhas

Por Caio Cuccino Teixeira
Pedrinhas vem sendo o pivô da crise no sistema prisional do Maranhão | Clayton Montelles/Governo do Estado do Maranhão Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, ao menos 60 presos foram mortos no complexo penitenciário em 2013 | Clayton Montelles/Governo do Estado do Maranhão

Um princípio de tumulto voltou a ocorrer no início desta tarde, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Segundo a Sejap (Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária) do Maranhão, soldados da Polícia Militar e do Geop (Grupo Especial de Operações Penitenciárias) foram acionados e conseguiram conter a ação de presos de um dos blocos da CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça). Ainda de acordo com a Sejap, a situação já foi contornada e, neste momento, o clima no local é tranquilo.

Maior estabelecimento prisional do estado, o Complexo Penitenciário de Pedrinha abriga os principais líderes das duas facções criminosas que disputam o controle de tráfico de drogas no estado. De acordo com dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ao menos 60 presos foram mortos no interior do complexo em 2013.

Segundo as autoridades estaduais, partiu do interior de Pedrinhas a ordem para os ataques a ônibus, delegacias e policiais da Região Metropolitana de São Luís registrados no fim do ano passado e começo de 2014. Na noite do último dia 6, cinco ônibus foram incendiados na capital. Em um dos ônibus, Cinco pessoas ficaram gravemente feridas, entre elas a menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve queimaduras em 95% do corpo e morreu.

O governo maranhense negou, por meio da assessoria de imprensa, que detentos do Presídio Pedrinhas estejam fazendo greve de fome. O que está ocorrendo, segundo o governo, é que alguns presos estão se recusando a comer a marmita oferecida pelo sistema penitenciário, mas têm se alimentado de comida levada pelos parentes.

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