Mãe de menina morta em ônibus no MA é levada a Brasília

Por BAND

A mãe da menina que morreu ao ter 98% do corpo queimado em São Luís no final de semana foi transferida para Brasília, onde chegou na noite de ontem. Juliane Santos, que teve 40% da sua pela atingida pelas chamas, está internada no HRAN (Hospital Regional da Asa Norte). Segundo o responsável de plantão na área de queimados do HRAN, ela está sendo medicada e o quadro de saúde é estável.

A transferência de Juliane, de 22 anos, foi uma exigência da família, que queria que ela fosse tratada em um hospital especializado para queimados. Todas as despesas com acompanhante -como hospedagem e alimentação – e transporte serão custeadas pela Secretaria de Saúde do Maranhão.

O Maranhão enfrenta uma onda de violência com massacres em presídios e ataques a ônibus. No atentado que causou a morte da menina Ana Clara, filha de Juliane, outras 4 pessoas também ficaram feridas.

Imagens

Imagens de uma câmera de segurança flagraram criminosos ateando fogo no ônibus em São Luís onde estava a menina de 6 anos que morreu com 98% do corpo queimado.

O vídeo, divulgado pela revista “Veja”, mostra um homem subindo no ônibus e sacando o revólver da cintura. Com a arma em punho, ele ordena que todos desçam. Ao mesmo tempo, um criminoso, que estava do lado de fora do veículo, despeja gasolina no interior do veículo e ateia fogo.

A mãe da menina assassinada, Juliane Carvalho Santos, correu com a filha mais nova para o outro lado, mas a mais velha ficou no meio do fogo.

A criança morreu na última segunda-feira. A mãe e a irmã, de apenas um ano e meio, continuam internadas.

 

Veja o registro da câmera de segurança:

 

Presos

Mais três pessoas foram detidas acusadas de envolvimento nos ataques na capital maranhense. A ordem para os crimes teria partido de dentro do complexo penitenciário de Pedrinhas, dominado por duas facções criminosas.

Desde o ano passado, 72 detentos foram assassinados em confrontos dentro da cadeia.

A Anistia Internacional e a ONU (Organização das Nações Unidas) pediram providências ao governo brasileiro para controlar a situação. O governo federal prorrogou até 23 de fevereiro a presença da Força Nacional nos presídios do estado.

 

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