Brasília analisa situação de presídio no MA nesta quinta

Por BAND

A situação no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, e as violações de direitos humanos cometidas contra presos serão debatidas hoje em reunião extraordinária do Conselho de Defesa de Direitos da Pessoa Humana, da SDH (Secretaria de Direitos Humanos), presidido pela secretária Maria do Rosário. O encontro ocorre às 15h30, na sede da secretaria.

O conselho é composto por representantes do Ministério Público Federal, Ministério das Relações Exteriores, das associações brasileiras de Educação e Imprensa e do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), além de membros da Câmara dos Deputados, do Senado e da SDH.

Na última terça-feira, a Anistia Internacional considerou inaceitáveis os casos de presos decapitados nas penitenciárias e as denúncias de estupro de mulheres e irmãs de presidiários durante as visitas. A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu a investigação imediata de violência dentro de Pedrinhas.

De acordo com autoridades do Maranhão, os ataques a ônibus e delegacias na última sexta-feira foram uma resposta dos criminosos às mudanças impostas pela polícia no interior do complexo penitenciário.

 

Vídeo

Imagens de uma câmera de segurança flagraram criminosos ateando fogo no ônibus em São Luís onde estava a menina de 6 anos que morreu com 98% do corpo queimado.

O vídeo, divulgado pela revista “Veja”, mostra um homem subindo no ônibus e sacando o revólver da cintura. Com a arma em punho, ele ordena que todos desçam. Ao mesmo tempo, um criminoso, que estava do lado de fora do veículo, despeja gasolina no interior do veículo e ateia fogo.

A mãe da menina assassinada, Juliane Carvalho Santos, correu com a filha mais nova para o outro lado, mas a mais velha ficou no meio do fogo.

 

A criança morreu na última segunda-feira. A mãe e a irmã, de apenas um ano e meio, continuam internadas.

 

Veja o registro da câmera de segurança:

 

Presos

Mais três pessoas foram detidas acusadas de envolvimento nos ataques na capital maranhense. A ordem para os crimes teria partido de dentro do complexo penitenciário de Pedrinhas, dominado por duas facções criminosas.

Desde o ano passado, 72 detentos foram assassinados em confrontos dentro da cadeia.

A Anistia Internacional e a ONU (Organização das Nações Unidas) pediram providências ao governo brasileiro para controlar a situação. O governo federal prorrogou até 23 de fevereiro a presença da Força Nacional nos presídios do estado.

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