Cassação de João Paulo Cunha será discutida dia 4 de fevereiro

Por Tercio Braga
O ex-presidente da Câmara deverá começar a cumprir pena de 6 anos e 4 meses de prisão | José Cruz/ABr O ex-presidente da Câmara deverá começar a cumprir pena de 6 anos e 4 meses de prisão | José Cruz/ABr

Sem a intenção de renunciar ao mandato após ser condenado no mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) deverá enfrentar um processo de cassação. A Câmara marcou para 4 de fevereiro a reunião da Mesa Diretora para discutir a abertura da ação.

O ex-presidente da Câmara deverá começar a cumprir pena de 6 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e peculato no regime semiaberto, enquanto aguarda o julgamento do recurso para o crime de lavagem de dinheiro.

O PT fará pressão para que João Paulo siga o exemplo de José Genoino (PT-SP), Pedro Corrêa (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) e renuncie.

Sem mandado

João Paulo Cunha tinha a intenção de se entregar ontem à PF (Polícia Federal), em Brasília. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, no entanto, entrou de férias sem assinar a ordem de prisão. “João Paulo aguardará a expedição do mandato de prisão”, justificou o advogado do petista, Alberto Torón.

O pedido para que a PF cumpra a prisão ainda está sendo elaborado pela Secretaria Judiciária do STF. A ministra Cármen Lúcia, que assumiu a presidência da Corte interinamente, ou o ministro Ricardo Lewandowski, próximo presidente substituto do Supremo durante o recesso do Judiciário, poderão assinar o documento. Caso isso não ocorra, a execução da pena ficaria apenas para fevereiro.

 

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